Plim plim, saúde!

O início, na semana passada, da imunização com a quarta dose da vacina contra a Covid é só mais um componente de todo um processo que envolveu e envolve a pandemia do coronavírus no País. Indispensável tecer análises e comentários sobre a importância de se continuar vacinando e, com isso, evitar novas variantes e proteger os mais velhos, com menor resposta imunológica, o que os expõe a uma possibilidade de sintomas mais graves e todas as suas consequências.

Porém, não se pode esquecer que a vacina contra a covid veio para ficar e está na hora de acabar com a contagem das doses e torná-la anualmente obrigatória. O mundo e as relações das pessoas não vão mais ser os mesmos da pré-pandemia. Esse tempo ficou para trás, porém registro obrigatório para os livros de história da humanidade.

Assim como vacinas contra outros tipos de enfermidades que estamos acostumados a tomá-las, a da Covid se insere nesse contexto e vai nos acompanhar por toda a vida.

Também é preciso colocar um ponto final na histeria de alguns segmentos, como a imprensa, ou melhor, a grande imprensa, quando o assunto é Covid. Hora de dar sossego ao cidadão e deixar o noticiário espetaculoso de lado. A questão do uso de máscara é um bom exemplo de que estamos em outro momento e que as pessoas é que devem decidir se continuam a fazer uso delas. As imposições foram necessárias em determinado momento, quando nada ou muito pouco se sabia sobre a doença.

Agora é seguir em frente, tocar o barco, recuperar o tempo (se isso for possível) e tratar a Covid como qualquer outra doença que o brasileiro já enfrenta no seu dia a dia e que nunca foram colocadas à luz dos holofotes. Contar os mortos, os casos, a quantidade de vacinados, fez parte do processo e deve ser tratado como rotina, pois as ênfases na divulgação ultrapassam o limite do tolerável.

Chorar as perdas é uma etapa dolorosa de tudo aquilo que se originou da doença, mas a dinâmica da vida exige continuidade e a busca por novos tempos. Sem o terrorismo e a histeria próprios de alguns meios de comunicação.

Plim plim, saúde!

 

Posts similares

  • Recado dos ausentes

    A perda de quase 20 mil votos nas eleições do dia 2 de outubro em Mairiporã deve ser entendida e levada à sério pelos políticos, em especial os eleitos. A cada pleito é dado um aviso silencioso saído das urnas, preocupante pelo elevado número de descontentes com políticos e a política. Números do que ocorreu…

  • O jeitinho dá um jeito

    O episódio do cadastramento biométrico, cujo prazo encerrou-se no dia 19 de dezembro do ano passado, é mais um exemplo inequívoco de que leis não são cumpridas, acordos não são respeitados e vale o improviso, o jeitinho. Aliás, jeitinho que neste País dá jeito a tudo. O cadastramento biométrico levou milhares de pessoas às portas…

  • Estelionato anunciado

    Parece que foi ontem, mas se passaram quatro anos. A propaganda eleitoral na TV e no rádio está de volta e mais uma vez para vender ‘sonhos’ aos incautos e acenar com esperança de dias venturosos aos familiares e àqueles que esperam por uma ‘boquinha’ no serviço público. Aquela enxurrada de promessas, de soluções mirabolantes…

  • Votar ou abster-se?

    A cada nova eleição realizada no Brasil surgem palavras de ordem e ditados antigos, ditos como se fossem verdade absoluta. Um dos mais repetidos é, sem dúvida, aquele que exalta “a importância do voto”. Muito se fala que o voto é o exercício democrático do processo eleitoral, que é uma das principais expressões de cidadania,…

  • Economia da cidade estagnada

    Não são poucos os sinais, repetidas vezes anunciados em reportagens neste jornal, que a economia de Mairiporã patina, não consegue se desenvolver, muito por absoluta falta de gestão administrativa por parte da Prefeitura. O prefeito não é gestor, é político. E como tal, acredita que priorizar aquilo que dá bom retorno político-eleitoral é o mais…

  • Só para constar

    Há duas questões relativas às eleições no Brasil, não importando se são pleitos municipais ou aqueles chamados de ‘gerais’: a primeira, é a fixação de uma data (no caso 16 de agosto) para o início das campanhas eleitorais, cuja eleição vai acontecer em primeiro turno no dia 6 de outubro, e a segunda, a permissividade…