Plim plim, saúde!

O início, na semana passada, da imunização com a quarta dose da vacina contra a Covid é só mais um componente de todo um processo que envolveu e envolve a pandemia do coronavírus no País. Indispensável tecer análises e comentários sobre a importância de se continuar vacinando e, com isso, evitar novas variantes e proteger os mais velhos, com menor resposta imunológica, o que os expõe a uma possibilidade de sintomas mais graves e todas as suas consequências.

Porém, não se pode esquecer que a vacina contra a covid veio para ficar e está na hora de acabar com a contagem das doses e torná-la anualmente obrigatória. O mundo e as relações das pessoas não vão mais ser os mesmos da pré-pandemia. Esse tempo ficou para trás, porém registro obrigatório para os livros de história da humanidade.

Assim como vacinas contra outros tipos de enfermidades que estamos acostumados a tomá-las, a da Covid se insere nesse contexto e vai nos acompanhar por toda a vida.

Também é preciso colocar um ponto final na histeria de alguns segmentos, como a imprensa, ou melhor, a grande imprensa, quando o assunto é Covid. Hora de dar sossego ao cidadão e deixar o noticiário espetaculoso de lado. A questão do uso de máscara é um bom exemplo de que estamos em outro momento e que as pessoas é que devem decidir se continuam a fazer uso delas. As imposições foram necessárias em determinado momento, quando nada ou muito pouco se sabia sobre a doença.

Agora é seguir em frente, tocar o barco, recuperar o tempo (se isso for possível) e tratar a Covid como qualquer outra doença que o brasileiro já enfrenta no seu dia a dia e que nunca foram colocadas à luz dos holofotes. Contar os mortos, os casos, a quantidade de vacinados, fez parte do processo e deve ser tratado como rotina, pois as ênfases na divulgação ultrapassam o limite do tolerável.

Chorar as perdas é uma etapa dolorosa de tudo aquilo que se originou da doença, mas a dinâmica da vida exige continuidade e a busca por novos tempos. Sem o terrorismo e a histeria próprios de alguns meios de comunicação.

Plim plim, saúde!

 

Posts similares

  • Canteiro de obras

    Nos últimos meses Mairiporã se transformou em um verdadeiro canteiro de obras, diante dos projetos que o prefeito Aladim tirou do papel. Intervenções estão sendo feitas em diversas frentes, contemplado vários setores, como Saúde, Infraestrutura e Transportes. Nesta quinta-feira o prefeito anunciou um pacote de obras para o distrito de Terra Preta, cujos investimentos chegam…

  • O novo era velho

    Final de ano é hora de fazer balanço, de rever o que foi feito e, principalmente, aquilo que se deixou de fazer no trato da coisa pública, ou seja, exercer de fato e de direito o dever de ofício. A Câmara de Vereadores, que encerra o terceiro ano da atual legislatura, lamentavelmente se comportou como…

  • Moralidade pública

    Finalmente o Ministério Público de Mairiporã instaurou um inquérito civil em relação ao governo do prefeito Antônio Aiacyda. O motivo foi dado pelo vereador Wilson Sorriso, que denunciou o aluguel de um imóvel no bairro do Mato Dentro, que abrigaria uma escola, fato que nunca teria ocorrido. Não atender a destinação contratual levou à abertura…

  • De olho no futuro

    O bom governante não é aquele que pensa no hoje e na solução imediatista dos problemas. Não! O administrador/gestor da coisa pública tem que ir além, olhar em direção ao futuro, em como preparar a cidade para as novas gerações. Os que assim pensam fazem do presente um instrumento para abrir caminhos aos novos tempos….