Recado dos ausentes

A perda de quase 20 mil votos nas eleições do dia 2 de outubro em Mairiporã deve ser entendida e levada à sério pelos políticos, em especial os eleitos. A cada pleito é dado um aviso silencioso saído das urnas, preocupante pelo elevado número de descontentes com políticos e a política. Números do que ocorreu em Mairiporã podem ser conferidos na reportagem abaixo.
Trocar o conforto do lar ou buscar outras atividades que não fosse exercer o direito ao voto e consequentemente interferir no futuro da cidade tem sido a opção cada vez mais crescente. E a coisa piora quando a isso se somam os votos em branco e nulos.
Não resta dúdiva que o recado é fruto principalmente da incompetência dos políticos, agravada com as crises que assolam o país, com casos ‘cabeludos’ de corrupção e a roubalheira desenfreada aos cofres públicos. Há quem enxergue além e credite a expressiva perda de votos a praticamente todos os partidos políticos, indo muito além do PT, que usam de expedientes condenáveis para favorecimento pessoal, como a indecente troca partidária e pior, a substituição sem qualquer critério das executivas municipais. Quem paga mais fica com a sigla. Há casos em que o partido trocou três vezes de mãos num só ano.
Essas avaliações nos leva a concluir que o recado dos ausentes saído das urnas não pode ser ignorado e que é imperioso e urgente um tratamento de choque que restaure a moralidade, honestidade, seridade, civismo e respeito à coisa pública.
Nas eleições deste ano, em Mairiporã, os ausentes e descontentes chegaram a 34,7% do total de eleitores. A escolha do prefeito e dos 13 vereadores não significou absolutamente nada.
Um antigo ditado diz que em política ‘mudam-se as moscas mas a panela é a mesma’. Que doravante seja diferente para que os eleitores, no próximo pleito, não elevem ainda mais as estatísticas negativas através da fuga e dos votos contabilizados como inválidos.

Leave a Reply

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *