Mais gente, mais problemas e soluções urgentes

A taxa de crescimento populacional de Mairiporã, depois de duas décadas de ritmo mais lento, voltou a dar sinais de que pode retomar os percentuais observados na década de 1990.

A nova estimativa de habitantes divulgada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mostra que em doze meses a cidade ganhou 1.708 novos moradores, elevando a população de 101.937 para 103.645. Esse aumento foi de 1,67%, mais que a soma da média registrada no Estado e no País.

Se hoje Mairiporã tem uma população que a coloca em quarto lugar dentre os cinco municípios que integram a região, no ano que vem isso vai mudar se o crescimento mantiver o mesmo ritmo, pois a distância que a separa de Caieiras é de apenas 300 pessoas.

Aumento populacional é sintoma de que cidade cresce e que sua economia começa a dar passos mais largos na oferta de melhor qualidade de vida. Mas, por outro lado, espera que as políticas públicas precisam se desenvolvam de acordo com o crescimento no número de moradores, ou seja, uma questão matemática: mais gente demanda problemas maiores e soluções que se requer imediatas.

A recomendação sempre foi a de que os administradores públicos devem basear suas políticas de longo prazo levando em conta os habitantes e também possíveis cenários da economia.

Populações maiores significam busca de mais emprego, melhoria da renda, acesso à saúde e educação, mais transporte, segurança e uma política inteligente em mobilidade urbana e, principalmente, saneamento básico.

E cabe ao prefeito encontrar uma engenharia que responda de onde virão os recursos para sustentar os investimentos que são necessários.

Esse avanço populacional não se fará sentir de imediato. Os reflexos demoram um pouquinho mais, porém o bom administrador precisa pensar a cidade para o futuro e minimizar os impactos não só aos sucessores, mas principalmente à população.

Dentre os muitos problemas existentes, nenhum parece ser mais urgente que encontrar soluções adequadas de como acomodar as pessoas e evitar que os serviços públicos se mostrem ineficazes ou ausentes.

 

 

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