Gripe relâmpago

Fiquei gripado de uma hora para outra. Digo isso sem exagero, foi literalmente assim. Em um segundo estava bem, fazendo as coisas que devia fazer, e poucos minutos depois estava espirrando, assoando o nariz e sentindo dores pelo corpo.
A chegada dessa gripe relâmpago não foi nem um pouco surpreendente. Afinal, todo mundo conhece alguém que ficou adoentado nas últimas semanas. Isso, se a pessoa não foi, ela mesma, a atingida. Contudo, foi de uma inconveniência que me deixou totalmente irritado, não pelos sintomas, e sim pelo momento.
Explico: tinha chegado ao trabalho há poucos minutos, o que significava que o dia ainda ia demorar muitas horas para acabar. Ainda, estava a poucos dias de viajar e o medo que a doença persistisse era grande. O que me passava pela cabeça era: “Você não podia ter chegado algumas semanas antes, assim como chegou para a maioria das pessoas? Por que eu, logo eu, havia de ser o último, enquanto todo mundo já estava melhorando?”.
Não podemos negar que ninguém gosta de ficar gripado, mas se for para ser, é melhor que seja antes da maioria. Momentos depois, quando outros afetados relatarem suas histórias, pelo menos você sentirá o alívio de já ter passado pela situação, e se recuperado. Chegando em casa, tomei uma quantidade de remédios saudável visando a frear o avanço da doença e torci para que o sistema imunológico reagisse rápido.
Não sei se foi a força causada pela minha indignação de ficar doente de forma tão despropositada, mas assim como veio, a gripe relâmpago foi embora, deixando apenas alguns rastros de narizes entupidos e tosses momentâneas.

Posts similares

  • Sequestrados

    Com alguns amigos, fui até um desses locais de jogos, nos quais você fica preso em um cenário específico e tenta escapar dele. O cenário imitava um cativeiro de sequestro e, além de fugir, tínhamos que lidar com atores se passando por sequestradores. Primeiro, que obviamente alguém pode achar estranho que outra pessoa, voluntariamente, participe…

  • Parabéns Gabriel!!!

    “Filhos são âncoras que nos prendem à vida e asas que nos fazem voar.” (Autor desconhecido) Neste domingo, 17 de agosto, às 8h25 da manhã… vão se completar 15 anos desde aquele instante em que segurei meu filho Gabriel pela primeira vez. Era pequeno, frágil e, ao mesmo tempo, o maior presente que sua MÃE…

  • O plano

    O plano não era esse. Mas o plano mudou. Era para ser assim, assado. Mas não será mais. Queria de tal maneira, mas será de outra. E tudo bem: as coisas mudam. Quando saem do jeito que a gente imaginava? Raramente. O incontrolável recebe esse nome justamente por ser aquilo que a gente não pode…

  • Papel

    O que é ser próximo de alguém? É papear diariamente ou conversar de vez em quando? Não, papear e conversar não são a mesma coisa. Papear é fazer comentários aleatórios, trocar palavras que não são importantes nem para um, nem para outro. Conversar não acontece sempre. Ouso dizer que conversar é raro, até. Porque conversar…