Moralidade pública

Finalmente o Ministério Público de Mairiporã instaurou um inquérito civil em relação ao governo do prefeito Antônio Aiacyda. O motivo foi dado pelo vereador Wilson Sorriso, que denunciou o aluguel de um imóvel no bairro do Mato Dentro, que abrigaria uma escola, fato que nunca teria ocorrido. Não atender a destinação contratual levou à abertura do inquérito. Os gastos com esse contrato de locação passaram de R$ 50 mil (doze meses) e a imoralidade parece ter sido tanta, que a dona do imóvel, findo o contrato, foi premiada com sua contratação para trabalhar na Prefeitura, junto ao ‘exército’ de comissionados que fazem boquinha no serviço público municipal.
A moralidade é um dos princípios constitucionais da administração, contida também no juramento de posse do prefeito e também dos vereadores: “PROMETO EXERCER COM DEDICAÇÃO E LEALDADE O MEU MANDATO, RESPEITANDO A LEI E PROMOVENDO O BEM-ESTAR DO MUNICÍPIO”. Juramento que o Executivo parece ter esquecido nesta legislatura.
Foi necessária a atuação de um vereador que até aqui tem se comportado de maneira como recomenda a liturgia do cargo, para trazer a público aquilo que é feito, e principalmente COMO É GASTO o dinheiro pago pelo contribuinte através de impostos.
O princípio de moralidade é fundamental na administração pública para quem tem vergonha e é honesto. Como invariavelmente ocorre, a maioria dos vereadores se finge de morta e ignora não apenas esta, mas muitas outras denúncias contra o chefe do poder Executivo.
Para minimizar os desmandos praticados pelos governantes, Wilson Sorriso não está mais sozinho na defesa dos interesses da população. Desde o final do ano passado tem mais três companheiros dispostos a levar às últimas consequências a defesa da moralidade no trato da coisa pública.
Bem-vinda a intervenção do Ministério Público, que pode avançar em outras investigações, como o excessivo número de cabos eleitorais e correligionários dependurados nas gordas tetas do erário, sem cumprir exigências para ocupar cargos em comissão. São centenas a receber polpudos salários ao final de cada 30 dias.

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