Desemprego na cidade

Pelo terceiro ano consecutivo Mairiporã registrou menos vagas de trabalho ofertadas ao mercado. Esse quadro negativo vem desde 2012, e o que se vislumbra é que o emprego formal segue ladeira abaixo em ritmo alucinante, jogando milhões de brasileiros na fila do desemprego. O diagnóstico não poderia ser mais cruel.
No ano passado foram fechados 316 postos de trabalho, segundo dados oficiais do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), do Ministério do Trabalho. A Indústria, maior geradora de empregos na cidade, também tem sido a líder na hora de demitir.
Na página 3 desta edição, o repórter Salvador José publica reportagem sobre o mercado de trabalho na cidade e nas demais cidades da região e confirma que o setor industrial é o mais afetado pela crise, historicamente o que mais emprega nos cinco municípios.
Na outra ponta, segundo a Fundação Seade, as ocupações menos exigentes de especialização e escolaridade, por isso mesmo com maior rotatividade no mercado de trabalho, tiveram melhor sorte.
É importante que se tenha consciência que a crise é nacional e as cidades sofrem impacto considerável. Mas há que se debitar parcela de culpa às administrações municipais, que não criam alternativas à economia local, ainda muito dependente da indústria. Já passou da hora de arregaçar as mangas, porque a coisa pode piorar ainda mais.
Para uma cidade do tamanho de Mairiporã, o número de desempregados é alto. Nos últimos cinco anos quase dois mil trabalhadores perderam o emprego.

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