Peças no tabuleiro

Ontem, quinta-feira (15), foi o último dia para os partidos registrarem seus candidatos às eleições de outubro. A partir desta sexta-feira, os que vão enfrentar as urnas já podem fazer propaganda, porém, dentro daquilo que preceitua a lei.

Conforme abordado neste espaço na semana passada, Mairiporã vai ter o menor número de postulantes na briga pelas 13 cadeiras da Câmara Municipal, num total de 120 nomes, dois a menos que o esperado.

Na lista que aparece no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), há candidatos para todos os gostos, considerando idades, profissões, ideologias, enfim, cardápio completo para tentar seduzir o eleitor. O que não se sabe, ainda, é se o eleitor está disposto a se deixar seduzir. Nas últimas quatro eleições municipais os que se abstiveram de votar cresceram de forma rápida, e o total de títulos suspensos ou cancelados já representa 17,5% do total de inscritos no colégio eleitoral, montante absurdo, ou seja, 11 mil pessoas não poderão votar no dia 6 de outubro próximo.

Como já abordado, a quantidade de candidatos a vereador foi reduzida por força de mudanças na lei, o que terá implicações na hora de proclamar os eleitos, pois há uma série de cálculos que deve ser feita para se chegar ao resultado definitivo. Outro ponto importante é que os partidos precisam atingir o chamado coeficiente eleitoral, que não ocorrendo, deixa de fora mesmo os que forem bem votados.

Quem já teve acesso aos 120 nomes que se colocaram na condição de atores desta eleição, notou que 85% deles são desconhecidos politicamente e que nunca disputaram uma eleição. Isso, de certo modo, é um complicador diante daqueles que ou são vereadores ou já tiveram assento no Legislativo.

Com o início da propaganda a partir desta sexta-feira, a corrida agora, para os neófitos, é se tornar conhecidos. Aos que estão no cargo, mostrar o que fizeram nos últimos quatro anos e os que já estiveram nele, convencer os votantes de que merecem uma nova oportunidade.

As peças estão colocadas no tabuleiro político. Vence quem souber jogar melhor.

 

 

 

Posts similares

  • Mais dois?

    O projeto de lei que está na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados vai mexer de forma decisiva no sistema eleitoral. Até onde se sabe, a maioria dos parlamentares está de acordo com pelo menos 90% do texto original. Além do fim da reeleição para os cargos do Executivo (presidente da República,…

  • O vice-prefeito

    A figura do vice-presidente, do vice-governador e do vice-prefeito não possuem status de protagonistas. Segundo na hierarquia, muitos eleitos ficam à margem de todo o processo político-administrativo, a maioria por vontade expressa do presidente, do governador e do prefeito. A sombra que fazem intimidam os titulares. Em Mairiporã, segundo historiadores, apenas dois vices se tornaram…

  • A cidade crescendo

    O prefeito Aladim está próximo de completar dois anos à frente do governo municipal. Isso ocorrerá no final de dezembro. Desde que assumiu, priorizou a busca pela retomada econômica, danificada pelo período de pandemia, com geração de emprego e renda. Os investimentos passaram da casa dos R$ 500 milhões, recursos que buscou junto a outras…

  • Comissionados e cofres vazios

    A frase que dá título a este editorial chega a ser um contrassenso em se tratando da Prefeitura de Mairiporã, mas é absolutamente verdadeira. Enquanto a arrecadação despenca, o prefeito abarrota o quadro de servidores com muitos comissionados, inclusive por indicação de vereadores, e se permite, por exemplo, a aumentar o número de secretários municipais….

  • Mais do mesmo

    A cada final de ano, logo após as festividades de Natal, os pensamentos se voltam de forma positiva para o novo ano que promete chegar com mudanças na vida de todo mundo. A expectativa sempre é que os próximos 365 dias serão melhores, em que o mundo cessará as guerras, a paz irá prevalecer e…

  • Vendedor de ilusões

    O prefeito Antônio Aiacyda aposta muito na maioria de incautos que a cidade tem. É esse segmento de pessoas pouco interessadas no bem-estar geral que o elege para ‘administrar’ a cidade. Ciente desse quadro, aposta tudo em propaganda oficial, paga com dinheiro público, para mostrar à população uma cidade que não tem defeito, que se…