Coluna do Correio

FRASE

“Quem acredita que grandes avanços e novos benefícios fazem os homens esquecerem antigas mágoas, está enganado.” (Nicolau Maquiavel, filósofo e historiador italiano)

VISITAS (I)

O prefeito Aladim, principal liderança política da cidade, começou a receber a visita de deputados que buscam a reeleição. As últimas semanas têm sido movimentadas e o chefe do Executivo local já autorizou a abertura de uma agenda especial para ser um bom anfitrião.

VISITAS (II)

Atenção especial, segundo assessores de Aladim, para os deputados que nos últimos cinco anos e meio se comportaram como verdadeiros representantes da cidade nas esferas governamentais e destinaram recursos financeiros que ajudaram a governar o município.

EM CAMPO

Com o início da campanha propriamente dita, no domingo (16), uma verdadeira divisão ‘panzer’ está em campo para apoiar os deputados que trabalharam por Mairiporã a partir de 2023. Segundo seus integrantes, é hora de retribuir com votos tudo aquilo que conseguiram fazer pelo município.

DIVIDIDA

Como sempre, a oposição na cidade segue dividida. E isso ficou mais uma vez evidenciado com o lançamento de dois nomes para a disputa de cadeiras à Câmara dos Deputados. O que um dia foi uma convivência pacífica e harmoniosa, hoje é de absoluta rivalidade. Analistas acreditam que esses dois nomes vão disputar a prefeitura em 2028, ou seja, dificilmente vão se aliar em busca do cargo de prefeito. Ambos estão mais para cacique do que para índio.

FATIA

Cerca de 30% do eleitorado mairiporanense não comparece para votar e está dentre aqueles que anulam o voto (ou em branco). De olho nessa fatia que passa dos 20 mil votos, candidatos locais, sem nenhuma chance de vitória, estão dobrando com forasteiros que nunca pisaram na cidade e alguns até nem sabem onde se situa Mairiporã. Essa ação é danosa aos interesses da população local.

RECURSO

O PT está travando no TSE a liberação do fundo partidário para o caixa da eleição. Motivo é um recurso contra o número de candidatos a deputado federal que não bate. Em reais seria R$ 5 milhões a menos no caixa do PT. O pedido de vista havido na quinta-feira, adiou o julgamento para quando o processo for devolvido. Enquanto isso, os partidos não receberão os mais de R$ 5 bilhões para gastar na campanha. Não esquecer que é dinheiro público. Portanto, dinheiro nosso para bancar do bom e do pior.

QUE FIM LEVOU?

Na sessão legislativa do dia 17 março, nossos intrépidos vereadores aprovaram a instalação de uma Comissão Especial de Inquérito (CEI), com o objetivo de investigar as causas do rompimento do reservatório de água da Sabesp, no bairro Capoavinha, que resultou na morte de um trabalhador que prestava serviço à companhia, pessoas feridas e prejuízos aos moradores. Em abril, foi aprovada a prorrogação de mais 60 dias, e não se viu qualquer resultado do que foi investigado, cujo término deveria ter sido em junho. Como suas excelências estão com as atenções voltadas agora para as eleições de outubro, no que isso vai resultar, ninguém sabe, mas quem está acostumado com a política local conhece o caminho a ser percorrido e que, geralmente (pode ou não ser o caso) acabará numa pizzaria.

FIM DE UMA ERA

Depois de 64 anos com assento na Assembleia Legislativa de São Paulo, a família Chedid, sediada em Bragança Paulista, encerrou uma era. Desta vez não tem candidatos para seguir com a história construída a partir de Nabi Abi Chedid, deputado estadual por 40 anos, seguido de seu sobrinho, Edmir Chedid, com seis mandatos, e que hoje é prefeito de Bragança.

MEIO A MEIO

Não se trata de pizza ‘mezzo a mezzo’. A esquerda que se diz brasileira, mas é meio cubana, meio russa, meio chinesa, meio francesa e meio ignorante, inicia na TV o embate com a direita, que é meio bolsonarista, meio dividida, meio dispersa, meio nada. Pior que isso, só os sonhadores que se qualificam como terceira via, tipo Caiado, Zema, etc…

A METADE (I)

O Brasil se notabilizou nos últimos tempos em aprisionar presidentes da República. Desde a queda da ditadura militar, a Nação teve oito que ocuparam a cadeira da Presidência da República, mas a metade deles acabou atrás das grades. Bolsonaro foi o último, mas antecedido por Fernando Collor, Michel Temer e Lula. Nesse pacote, embora não tenha enfrentado a Justiça criminal, Dilma Rousseff sofreu impeachment.

A METADE (II)

Esse saldo, em pouco mais de 30 anos, é o principal argumento que o brasileiro usa para não comparecer às urnas e cada vez mais desacreditar da política. Escândalos, prisões, corrupção e manobras escusas alimentam o descrédito. Mas a classe política segue sua trajetória de enriquecer seus integrantes e sangrar os cofres públicos.

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