Coluna do Correio

FRASE

“A liberdade de eleições permite que você escolha o molho com o qual será devorado.” (Eduardo Galeano, jornalista e escritor uruguaio)

OBRAS

Depois da inauguração do Quarteirão da Saúde, obra de fôlego da administração municipal, o prefeito Aladim analisa agora projetos que pretende tirar do papel nos próximos dois anos, sempre com foco na área social. Antes disso, pretende garantir recursos junto às esferas federal e estadual, a partir de janeiro do próximo ano, quando os eleitos estarão empossados.

SEMANA QUE VEM

Os vereadores não retomaram as sessões legislativas na terça-feira (4), para abertura do segundo semestre. A explicação, segundo apurou a coluna, foi a falta do novo mobiliário (cadeiras) que não foi entregue a tempo. A expectativa é que o reinício do ano legislativo ocorra na próxima terça-feira (11), quando certamente serão duas sessões seguidas. Mas só se as novíssimas cadeiras chegarem até lá.

COMEÇO (I)

No domingo (16), de forma oficial, tem início a campanha eleitoral. Oficial porque, extraoficialmente, já começou faz tempo. Os eleitores, além de receber visitas domiciliares (com direito a muitos cafezinhos), vão enfrentar verdadeiras maratonas televisivas, com dois horários diários dos candidatos (manhã e noite), milhares de inserções ao longo das 24 horas, além daqueles indecorosos debates entre os presidenciáveis e, em alguns casos, de postulantes ao governo dos estados.

COMEÇO (II)

Nos bastidores, o que se vislumbra é que os principais candidatos à presidência da República não vão participar dos debates. Nada ainda é definitivo, mas a tendência é essa. Se de fato ocorrerem, espera-se que as emissoras de televisão fixem as cadeiras ao chão, para evitar aquele festival de cadeiradas observado em 2022. Não que cadeiradas seja problema, pois o linguajar utilizado é chulo e, em 99% dos casos, mentiroso, o que para muitos é ainda mais prejudicial.

COMEÇO (III)

Também a partir do dia 16, candidatos vão colocar verdadeiros ‘exércitos’ de cabos eleitorais nas ruas, com bandeiras, bonés e farta distribuição de santinhos. A isso, some-se os carros de som, com mensagens sempre positivas e jingles cujos autores merecem ser condenados à morte, no mínimo. Mas é impossível impedir essa prática. Então, o melhor é se preparar para esse convívio até os primeiros dias de outubro.

REELEIÇÃO (I)

Desde 2022 repousa nas gavetas do senado a PEC (Proposta de Emenda Constitucional nº 12/22), de autoria do senador Jorge Kajuru (PODEMOS /Goiás) que põe fim ao sistema de reeleição de presidente, governador e prefeito e estabelece mandato de cinco anos. Quem estiver no seu primeiro mandato logo após a aprovação da lei será permitido uma última reeleição. A proposta recebeu 12 emendas das quais seis foram parcialmente aprovadas, dentre elas a do senador Marcelo Castro, estipulando mandato de cinco anos também para os cargos legislativos. A PEC já passou por todas as comissões e está pronta para ser pautada ao plenário. Caso aprovada, passará vigorar a partir de 2030 para coincidir com a unificação das eleições.

REELEIÇÃO (II)

Em conversa rápida com esta coluna, dois vereadores se disseram dispostos a apoiar a ideia, que por sinal já está se alastrando pelo país, para a PEC incorporar à duração de mandato de vereador, apenas uma reeleição. Acreditam que é uma forma de permitir oportunidade a novos valores, a renovação do parlamento e de ideias.

CONFIABILIDADE

Conforme avançam os dias em direção a 4 de outubro (eleição) acirram-se as disputas entre os institutos que se dedicam a divulgar pesquisas eleitorais, especialmente as para a presidência da República. Os números, claro, são conflitantes, pois atendem aos interesses dos contratantes, também conhecidos por ‘quem paga’. É difícil estabelecer um parâmetro de confiabilidade diante de tantas projeções.

FÁBULAS

Desde de criança aprendemos que fábula é um texto narrativo curto que usa animais com hábitos humanos para ensinar uma lição. As histórias focam em virtudes e defeitos, terminando sempre com uma moral. Só que ao longo dos anos esse conceito sofreu algumas mudanças, e hoje as ‘fábulas’ também passaram a ser conhecidas como horário eleitoral gratuito.

PRESSÃO

As férias escolares de julho terminaram mais cedo, porém o debate sobre a duração dos períodos de descanso continua, especialmente com a proximidade das férias de verão, já que estamos em agosto. Enquanto algumas redes públicas reduziram o recesso de meio de ano, especialistas alertam que o descanso também tem papel importante na saúde mental e no desenvolvimento de crianças e adolescentes. Até para alguns pais, cumprir 200 dias letivos, na marra, não ajuda. Longe disso!