A parte de cada um

A Secretaria Municipal da Saúde tem divulgado todas as semanas as visitas de suas equipes a vários bairros em busca de criadouros que desenvolvam o mosquito transmissor da dengue. A par disso, orienta, ensina e recolhe materiais e objetos inservíveis através do chamado caminhão ‘cata-treco’.

O número de casos de dengue voltou com força total este ano e tem registrado mortes País afora. Se a dengue tem como ser evitada, isso significa que a população precisa fazer a sua parte. O trabalho efetivo da Prefeitura não basta.

Em muitas casas ainda há latas abertas com água, pratos de vasos de flores, pneus velhos, garrafas, calhas e ralos entupidos, bebedouros de animais, enfim, um amontado de objetos que são tudo aquilo que o Aedes aegypti precisar para procriar.

Verdade seja dita, a população não tem feito o dever de casa e os próprios quintais são um exemplo de como não se deve comportar no combate à dengue. Com a informação rápida e na palma da mão, é inadmissível aceitar que pessoas não cuidem das casas. Limpeza total do domicilio é mais que um dever, é uma obrigação em nome da saúde pública.

A dengue é uma doença infecciosa febril aguda, que pode se apresentar de forma benigna ou grave, dependendo de alguns fatores, entre eles o vírus envolvido, infecção anterior pelo vírus da dengue e fatores individuais como doenças crônicas (diabetes, asma brônquica, anemia falciforme).

O cidadão não pode simplesmente cruzar os braços diante de um cenário como o que estamos vivenciando no Estado de São Paulo. Se em Mairiporã o número de casos é ínfimo, em outras localidades não.

Agir de maneira rápida e eficaz, governo e população, é a única forma de conter a proliferação do mosquito, que pode levar ao agravamento da doença.

 

 

 

 

Posts similares

  • Você acredita?

    Todas as mídias vão engrossar, neste final de semana, o mantra de que é importante votar na escolha dos representantes nas esferas governamentais, que quem não cumpre com essa obrigação deixa a democracia de lado, e o blá blá blá vai longe. Isso já foi dito quando o voto direto foi retomado, quando governantes de…

  • Sem Plano, sem voto

    Qualquer funcionário público municipal medianamente bem informado sabe que o Plano de Cargos, Carreiras e Salários aprovado pelos vereadores, recusado pelo prefeito e promulgado pelo presidente da Câmara, passou rapidamente do sonho ao pesadelo. O que os dois Poderes constituídos do município estão a fazer com o funcionalismo é de uma abjeção inaceitável, verdadeiro escárnio….

  • A interminável corrupção

    Dizer que a corrupção no Brasil é endêmica, é ‘chover no molhado’. Ela criou raízes desde que por aqui aportaram os portugueses, trazendo a bordo aquilo que tinham de pior na santa terrinha, ou seja, bandidos que receberam como pena o degredo. Propusemos neste espaço, inúmeras vezes, alterar o artigo 1º da Constituição, que passaria…

  • Obrigação de legislar

    Uma nova composição de vereadores terá assento na Câmara a partir de janeiro. Sete neófitos, para sermos mais exatos. Sete que também foi o número de novatos que chegaram ao Poder Legislativo em 2017, com promessas de mudanças. Não foi o que se viu nos últimos quatro anos. Uma Câmara submissa às vontades do Poder…

  • Teremos mudanças?

    Há muitos anos, na verdade décadas, a Câmara Municipal de Mairiporã usa dos mesmos expedientes para tocar os trabalhos legislativos. Nada mudou. Aquilo que se convencionou chamar de ‘perfumaria’, ou seja, assuntos sem relevância para a população, sempre esteve em destaque nas pautas semanais, sem, contudo, surtir efeitos práticos. Dos treze parlamentares, quatro são neófitos,…