Lições do coronavírus

Mairiporã não aguenta mais uma semana com os setores da economia paralisados. Nem a Educação, que praticamente está com o ano perdido e que vai demandar muito tempo para se recuperar. Assim como vai levar anos para o mercado absorver a massa trabalhadora desempregada.
De tudo o que foi feito em nome da pandemia, com decisões absurdas e desconhecimento sobre a doença, particularmente em Mairiporã, ficou uma lição na área da Saúde: a população precisa do Hospital Anjo Gabriel funcionando com a oferta de atendimento digno. A questão é saber se o prefeito está disposto a aprendê-la ou se vai fechar a instituição assim que o coronavírus bater asas.
Uma das ‘virtudes’ de Aiacyda é a teimosia. Tenha ele conhecimento ou não de causa, prevalece sempre aquilo que ele acredita ser o certo. A insistência de manter o Anjo Gabriel fechado, desde que assumiu em 2017, sob as mais estapafúrias e injustificadas desculpas, caiu por terra com o advento do Covid-19. O Hospital e Maternidade Mairiporã não é a solução para a saúde da cidade. Mesmo sem estrutura, faz o que pode, porém já não é mais possível nos tempos com e pós-coronavírus.
Infelizmente foi preciso uma pandemia para que se escancarasse a urgência em ter um hospital aparelhado e pronto para atender a população como ela merece.
Os próximos anos na cidade serão de desesperada busca por soluções em todos os setores, pois a Saúde é frágil, a economia desceu ladeira abaixo, o desemprego é crescente e a farra escandalosa com o dinheiro público vai ter um alto custo e será escasso.
A administração municipal nos próximos anos vai experimentar tempos difíceis e certamente o ignominioso cabide de empregos na Prefeitura e em algumas entidades do terceiro setor vai ser ceifado. Não por desejo de prefeito e vereadores, mas por imposição de cofres combalidos.
O presidente Jair Bolsonaro, em anúncio feito esta semana, disse que a União não tem mais dinheiro para dar a estados e municípios. Logo, os gestores tem o dever de repensar como pretendem governar daqui por diante. Os tempos de dinheiro farto e gastança desmedida, não existem mais.
A torcida em Mairiporã é para que seus governantes tenham aprendido, ainda que na marra, as lições que o vírus trouxe.

Posts similares

  • Mais do mesmo

    O prefeito Antônio Aiacyda chegou à metade do mandato: dois anos de um total de quatro. É bom que se frise, terceiro mandato. Das promessas feitas em 2016 poucas foram cumpridas. A principal delas, na área da Saúde, nem sequer foi esboçada e ficou restrita aos panfletos espalhados pela cidade durante a campanha eleitoral. O…

  • Discurso para 2020

    A eleição municipal de 2020 pode ter como carro chefe o discurso de gestão. Os discursos populistas, ao estilo Aiacyda, não colam mais. A população já não suporta o estado de atraso a que a cidade está submetida há mais de 15 anos. O que o povão quer mesmo é gestão, um administrador de verdade,…

  • Que cardápio!

    O eleitor brasileiro vai contar com um cardápio pouco apropriado na escolha do futuro presidente da República, que vai ser feita em 2022. Nunca antes neste País (né, Lula!) tivemos uma renca como a que se anuncia desde já. De um lado, o atual presidente Bolsonaro, que carrega consigo a teimosia, o destempero e uma…

  • 900

    Há 900 semanas o Correio Juquery é o jornal de todos os cidadãos desta cidade. É a voz da população mairiporanense. E ao alcançar essa marca, com mais de 3,6 milhões de jornais impressos nesse período, nos traz orgulho e motivação para seguir, mesmo nestes tempos difíceis, em que muitos ficaram pelo caminho. A vocação…

  • Suas excelências de volta!

    Depois de 47 dias de recesso parlamentar – que entre os mortais atende pelo nome de férias, mas com bem menos dias – suas excelências, os vereadores, retornam ao plenário para dar início ao ano legislativo de 2026. E, ao que tudo indica, nada muda. Ao longo das últimas quatro décadas, o comportamento dos “representantes…