Quando o quintal começa a ganhar leitores

LUÍS ALBERTO

Há momentos na vida em que a ansiedade não é ruim. Pelo contrário. Ela nasce da expectativa, da vontade de ver acontecer algo que foi sonhado, escrito, reescrito e guardado durante tanto tempo. É exatamente assim que estou me sentindo, caro leitor. Faltam poucas semanas para o lançamento de “O Meu Mundo do Nosso Quintal”, meu novo livro, e confesso: a cada dia que passa, a ansiedade aumenta.

No dia 23 de outubro de 2026, às 19 horas, no Centro Educacional de Mairiporã, aquele quintal que durante tanto tempo existiu apenas na minha memória e nas páginas do livro ganhará, finalmente, um encontro com os leitores. A história nasceu de lembranças, sentimentos e personagens que fazem parte da minha memória afetiva. E tem como uma de suas grandes inspirações o clássico “O Meu Pé de Laranja Lima”, de José Mauro de Vasconcelos.

Não se trata de repetir aquela história, mas de revisitar, à minha maneira, essa infância em que um quintal podia ser muito maior do que qualquer casa, e em que a imaginação era capaz de transformar coisas simples em mundos inteiros. Talvez seja justamente por isso que este livro tenha se tornado tão especial para mim.

Ele fala de um tempo em que uma bolacha dividida entre irmãos podia representar um gesto de amor. Em que um armário podia virar avião. Em que um quintal podia ser território de aventuras, descobertas, medos, sonhos e descobertas. E agora, tudo isso deixa de ser apenas meu.

Nos últimos dias, tenho recebido um carinho que confesso não saber como agradecer. Muitas pessoas já estão adquirindo o livro durante a pré-venda, antes mesmo de conhecerem todas as histórias que estão dentro dele. São amigos, conhecidos, leitores e pessoas que, de alguma maneira, acompanham minha trajetória e decidiram fazer parte deste momento.

E há também aqueles que acreditam que cultura precisa de apoio para acontecer. Empresários e empresas que decidiram investir no projeto como patrocinadores, acreditando na importância da leitura, da memória e da cultura e ajudando a transformar a noite de lançamento em algo ainda maior.

A todos vocês, meu muito obrigado. Porque um livro pode até ser escrito sozinho diante de uma folha em branco, mas dificilmente chega ao mundo sozinho. Há sempre pessoas que incentivam, que acreditam, que compram, que compartilham, que patrocinam, que perguntam quando será o lançamento e que, de alguma maneira, ajudam o autor a continuar.

E é justamente isso que está acontecendo com “O Meu Mundo do Nosso Quintal”. Em breve, inclusive, teremos aqui neste jornal uma entrevista especial, na qual vou poder contar com mais detalhes sobre o processo de criação do livro, as lembranças que deram origem à história, os personagens e tudo aquilo que existe por trás das páginas. Talvez eu consiga explicar melhor, nessa conversa, por que algumas histórias precisam ser escritas. Mas, por enquanto, prefiro confessar apenas uma coisa: estou ansioso. Muito ansioso.

Ansioso para segurar o livro pronto nas mãos. Ansioso para ver alguém folheando suas páginas. Ansioso para encontrar leitores. E, principalmente, ansioso para descobrir o que cada leitor vai encontrar dentro do meu quintal. Nos vemos no quintal!

Luís Alberto de Moraes – @luis.alb – Autor do livro “Costurando o Tempo – dos Caminhos que Passei”

 

 

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