Redes sociais

Mairiporã é uma das poucas cidades em que a política não tem adversários, mas sim inimigos. Impressionante a capacidade que filiados e candidatos têm em dar ênfase a essa situação, como se o mundo girasse em torno deles e como se a vida fosse apenas uma disputa eleitoral.

Houve época em que o simples fato de se candidatar era motivo mais que suficiente para se criar inimigos, com direito a rompimento de amizades.

Ao longo de cinco décadas, isso mesmo, cinquenta anos depois, nada mudou. Ao contrário, o recrudescimento é tanto, que a falta de diálogo evidenciou que definitivamente falta não só conhecimento, mas preparo político e social.

Com as eleições às portas, essas diferenças vão se tornar ainda mais flagrantes, porém com uma ferramenta que vem sendo usada como se fosse o remédio para todos os males: a internet. Longe disso! Redes sociais são o penico do mundo.

A sinalização que se tem é que a campanha eleitoral vai sangrar nas redes sociais. O ano mal começou e elas (as redes) são alimentadas por pessoas despreparadas, muitos deles com sintomas claros de idiotice, com publicações mentirosas (as tais fake news), cujo propósito extrapola a missão de bem informar. Agridem a dignidade humana e menosprezam o respeito que todos devem ter para com o próximo.

O momento exige reflexão, bom senso e ao mesmo tempo serve de alerta ao leitor, que deve se precaver e não dar crédito ao interpretar tais publicações. Qualquer meio de comunicação, seja qual for, tem que desempenhar a função com seriedade, com respeito às pessoas. Até por isso, raros são os que gozam de credibilidade na missão de informar.

Até a chegada da votação, as redes sociais vão ser o fiel depositário dos insanos e daqueles que buscam o ‘grande golpe de suas vidas’ a qualquer preço. Grupelhos que pretendem disputar a Prefeitura vão ultrapassar os limites do tolerável, como se o futuro da cidade fosse um jogo exclusivo de candidatos. Foi assim em pleitos anteriores.

Esse conjunto de ações que está em pleno andamento, coloca a população como meros espectadores daquilo que certamente vai dar início ao discurso de ódio.

A sociedade mairiporanense, no entanto, sabe distinguir o harmonioso do desagregador, o ódio e rancor do esperançoso e crédulo, o otimista do pessimista e os que vivem apenas como parasitas.

Posts similares

  • Ninguém mete a colher?

    Em centenas de municípios brasileiros, com maior incidência no Estado de São Paulo, as Prefeituras estão sendo obrigadas, por ações do Ministério Público, a demitir cabos eleitorais e correligionários políticos que foram nomeados para ocupar cargos em comissão nas administrações municipais, com salários generosos, é bom que se frise. Essa gama de pessoas que, longe…

  • Todo ano, tudo sempre igual

    Todo início de verão o Brasil assiste a uma repetição criminosa dos estragos feitos pelas chuvas, que resultam em alagamentos, enchentes e desabamentos. Claro, nesse rastro todo, muitas mortes. Às autoridades, a quem caberia solucionar esses problemas, ano entra, ano sai, fazem absolutamente nada. Nunca fazem. A mídia, por sua vez, cobra muito pouco nas…

  • Boca fechada

    Não é de hoje que a sociedade mairiporanense percebe o pouco interesse dos vereadores em determinados assuntos. A principal função, que é a de fiscalizar o que ocorre no município, não só o Executivo, mas também tudo o que diz respeito à coisa pública, seja municipal, estadual ou federal, parece ignorada. A questão do meio…

  • Recorde na geração de empregos

    O mercado econômico de Mairiporã se surpreendeu com os resultados divulgados relativos ao mês de fevereiro, na geração de emprego formal (com carteira assinada) em Mairiporã, divulgados semana passada pelo Caged (Cadastro Geral de Empregadores e Desempregados), órgão do Ministério do Trabalho e Emprego. Só em fevereiro foram 1.088 trabalhadores contratados, que somados a janeiro,…