As rotatórias

Se prefeitos que passaram pelo Palácio Tibiriçá nunca demonstraram interesse em resolver problemas que ao longo dos anos foram se acumulando e tornando a vida das pessoas pior, o atual chefe do Executivo tem caminhado em sentido contrário. E isso, desde que assumiu o governo municipal.

Aladim tem se destacado por trabalhar incansavelmente na busca de recursos que ajudem na solução desses problemas, e em apenas um ano e seis meses está pondo fim aos alagamentos e enchentes na parte baixa da cidade, com a revitalização da drenagem e tubulação ao longo da Rua São Paulo e Avenida Hebraim Hallack, e obras em todo o entorno do dique, que dá vazão às águas pluviais.

Esse foi o ponto de partida, o que deu o start para outras tantas obras em andamento, que foi tema de reportagem deste jornal na semana passada.

Sua incursão junto ao DER, na semana passada, quando reivindicou a construção de sete rotatórias ao longo da SP-23 (Rodovia Prefeito Luiz Salomão Chamma), que liga Mairiporã a Franco da Rocha, é o exemplo de quem tem visão dos problemas e vontade política para solucioná-los, pois trata-se de uma estrada perigosa, de mão dupla, por onde passa todo o tráfego oriundo do Rodoanel Oeste.

Nas últimas décadas foram incontáveis as vidas perdidas diante dos muitos acidentes que poderiam ter sido evitados se rotatórias existissem não só para dar acesso aos bairros com segurança, mas como forma de reduzir a velocidade dos veículos, já que se trata de sete pontos onde as atenções dos motoristas devem ser redobradas.

Por ser não apenas uma obra complexa, mas que demanda alto investimento, que a cidade não tem, é que o prefeito Aladim se permitiu a essa ofensiva junto ao Departamento de Estradas de Rodagem, que deve enviar técnicos nos próximos dias para analisar a rodovia em toda a sua extensão, para a elaboração precisa do projeto.

Até onde temos conhecimento, o prefeito pretende outras intervenções no sistema viário da cidade, que há anos reclama solução, com ênfase para a região central, que foi transformada em rota de passagem de caminhões e carretas que buscam acessar a Rodovia Fernão Dias. Desde então, moradores e comerciantes vivem o caos.

Depois de décadas com políticos sem requisitos de administradores, Mairiporã agora tem um que sabe equilibrar política e gestão.

 

 

 

 

Posts similares

  • ‘Guerra entre poderes’

    De alguns anos a esta data, os três poderes da República se confrontam justamente para saber quem tem ‘mais poder’. Executivo (leia-se presidência da República), Legislativo (senadores e deputados) e Judiciário (ministros do Supremo), deixaram de lado as gentilezas, condescendências, independência entre eles e partiram para o confronto aberto. A decisão, esta semana, do presidente…

  • Balcão de negócios

    O jogo que sempre se jogou na política brasileira foi o da distribuição de cargos para aliados políticos, sejam eles competentes ou não para o serviço a que são indicados. É uma partilha que, acima de qualquer outra consideração, visa a consolidar alianças para manter no poder o grupo político de ocasião, seja ele qual…

  • O nosso parlamento

    Depois de um longo e tenebroso inverno, o editor deste jornal assistiu às duas últimas sessões da Câmara local. Um exercício penoso, verdadeira penitência. Entre muito mais do mesmo e momentos de flagrante sonolência, há raras exceções, talvez duas ou três, que justificam estar lá representando o povo, enquanto os demais não têm fôlego e…

  • Dois pesos, duas medidas e muitos números

    Todo mundo já ouviu a expressão popular “dois pesos e duas medidas”, comumente utilizada para apontar privilégios (principalmente), assimetrias e inconsistências no trato com situações semelhantes. O uso se tornou regra no cotidiano do País, ainda que reprovado. Trazendo essa ‘situação semelhante’ para Mairiporã, a questão nos remete ao IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e…

  • Ambos matam!

    Quando os meios de comunicação no Brasil começaram a se expandir, em velocidade semelhante à da luz e aliados ao avanço da tecnologia, órgãos institucionais passaram a gostar da exposição junto ao público, principalmente através da televisão, e também nas redes sociais. Isso englobou os três poderes: Executivo, Legislativo e Judiciário. Quem não se lembra…

  • Consórcios intermunicipais: uma ideia boa que parou no papel

    Os consórcios de municípios nasceram como resposta aos desafios crescentes enfrentados pelas administrações locais: falta de recursos, aumento das demandas e a necessidade de aprimorar a gestão de serviços essenciais. A proposta era simples e eficiente – unir forças, dividir responsabilidades, reduzir custos e, com isso, melhorar a qualidade dos serviços oferecidos à população. No…