Postura bélica

A disputa pelo poder nunca foi tão acirrada no País como nos últimos meses. Vaidades e egos à parte, manter o controle tem um alto custo à coletividade brasileira. Os poderosos não medem esforços para ou alcançar o topo ou nele se manter. Esse embate não livra nenhum dos três poderes: Executivo, Legislativo e Judiciário.

Todos eles partiram para o chamado ‘tudo ou nada’ e essa postura bélica, além de nada acrescentar, é paga com recursos do povo, a quem sobra a negligência de seus líderes.

Deputados, senadores, ministros, ministros do Supremo e o presidente da República medem forças num jogo cujo perdedor será única e exclusivamente o cidadão. E como que a justificar esse embate absurdo, o estado democrático de direito é o mote utilizado de lado a lado. E como já dissemos aqui mesmo neste espaço, democracia no País existe só para os endinheirados.

Paralelamente a esse confronto absurdo, os alimentos, os combustíveis, a água e a energia elétrica sofrem uma sequência de reajustes que gera pânico nas famílias. Em várias cidades (Mairiporã caminha a passos largos nessa direção) o litro da gasolina já custa R$ 7,00. E tudo leva a crer que nesse compasso, o céu é o limite.

Pelo que se vê no bastidores do universo político de Brasília, políticos, juízes e parlamentares vivem num mundo à parte, com uma guerra que promete se estender por mais tempo, sem dia e nem hora para acabar e com resultados assustadores.

No bojo desse quadro dantesco, vislumbra-se uma mobilização para que o 7 de Setembro se transforme num gigantesco protesto contra o Congresso e o Judiciário (leia-se Supremo Tribunal Federal).

Nessa aventura a que submeteram o País, em que o povo conta muito pouco, resta dimensionar qual o futuro de uma população que precisa pagar suas contas, procurar emprego, se esquivar das balas perdidas e rezar para não morrer nas filas dos hospitais.

Nunca se imaginou que os três poderes da República não levassem a sério um País que, pode não parecer, está decadente e carente de líderes com ‘L’ maiúsculo.

 

 

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