Tédio musical

Existe quem consiga viver sem música?
Uns mais, outros menos, mas todo mundo gosta de música. Seja rock, pop, sertanejo ou forró: o importante é ouvir.
Antigamente era mais fácil conhecer músicas novas. Afinal, todo dia era uma novidade nas redes de televisão que transmitiam videoclipes ou nas rádios. Assim, o repertório de cada pessoa aumentava com grande facilidade.
Mas hoje, com o advento dos aplicativos em que você escolhe qual música quer ouvir, como não escolher as mesmas que você já conhece, e já gosta?
Admito que eu tenho um pouco de preguiça de procurar músicas diferentes daquelas que já escuto. E se, no final, não gostar de nenhuma delas?
O problema é que a gente acaba enjoando daquelas músicas de sempre, tocadas repetidamente nas playlists da vida. Não que elas tenham se tornaram ruins, mas é como comer o mesmo prato de comida todo dia, que com o passar do tempo você não sente mais o gosto das notas musicais e o sabor do ritmo.
Ouvi esses dias alguém dizendo que evitava ouvir suas músicas favoritas com muita frequência “para não estragar”.
E isso até que faz sentido. Em geral, as músicas nos remetem a momentos. São como formas de nos transportar de volta ao passado, de nos fazer reviver algum sentimento. Por isso, conhecer músicas novas é uma boa maneira de dar continuidade à própria vida, e dar oportunidade aos novos momentos de também ficarem marcados na memória.
Até porque, quem vive de passado é museu – ou uma vitrola antiga.

Posts similares

  • Eu nunca

    Semana passada me pediram para fazer uma coisa que eu nunca tinha feito. A reação imediata é aquela: boca seca, coração acelerado, frio na barriga. Afinal, como eu vou fazer uma coisa que nunca fiz antes? Por que significa que, se eu nunca fiz, eu não sei fazer certo? Na vida, a experiência é mais…

  • Pensar antes de falar

    O cérebro é uma máquina complexa que trabalha mais rápido do que qualquer tipo de equipamento industrial que o homem possa inventar. A gente pensa, pensa muito, pensa o tempo todo sobre tudo que acontece. Desde coisas importantes, como o futuro do país, ou quando vai ser o apocalipse, e até coisas nem tão importantes…

  • Reflexão

    Todo dia muitas informações, conversas, opiniões. Alguém disse aquilo, alguém pensa isso. Maria não gosta do José, que não gosta do João. Quem está certo? Todos ou ninguém? E assim a gente ouve, segue, diz, passa e ouve de novo. Por que não parar um pouco? Parar é bom, de vez em quando, se permitir…

  • O plano

    O plano não era esse. Mas o plano mudou. Era para ser assim, assado. Mas não será mais. Queria de tal maneira, mas será de outra. E tudo bem: as coisas mudam. Quando saem do jeito que a gente imaginava? Raramente. O incontrolável recebe esse nome justamente por ser aquilo que a gente não pode…

  • Compreendendo o Autismo: respeito e empatia no dia a dia

    “Que apesar de todas as diferenças, o respeito seja sempre a nossa maior semelhança” (autor desconhecido) O autismo é uma condição do neurodesenvolvimento que afeta milhões de pessoas no Brasil e no mundo. Segundo estimativas recentes, cerca de 1 em cada 36 crianças é diagnosticada dentro do Transtorno do Espectro Autista (TEA), segundo o CDC…

  • Perfil

    É sempre mais fácil lidar com as situações ruins quando temos alguém para culpar. Desde grandes problemas até as menores complicações, é mais confortável quando a causa da questão não somos nós. Mas, em algumas situações, não há como fugir e nos deparamos com a dura realidade: sim, eu errei. Não estou aqui falando apenas…