O que dizem os sonhos

Tem gente que insiste em dizer que não sonha. Não é possível! Eu sonho todos os dias e ando sonhando cada absurdo que não sei explicar. Meu subconsciente tem brincado comigo e misturado fatos bizarros. Minha cabeça deve estar na lua ou a idade me deixando louco com tantos compromissos e com as pressas das mensagens que precisam ser respondidas.  A psicologia diz que não é nada por acaso, que tudo tem relação. Pois é, outro dia sonhei que era um peixe. Isso mesmo, um peixe desses de lago. Me dei conta que era um peixe, quando me vi ao lado de outro e com a cabeça fora da superfície. Tinha a habilidade de mergulhar para o fundo do lago. Aos poucos, acho que fui acordando a ponto de ainda dentro daquela situação, me questionar e passar a estranhar o fato de ser um peixe.

O caro leitor deve estar achando que enlouqueci. Primeiro, de ter um sonho assim, e segundo, pela coragem de estar expondo isso por aqui, mas por favor não seja hipócrita, você já deve ter sonhado coisas estranhas. Dormir é bom demais e confesso que um sonho leve, como esse em que navegava minhas barbatanas, por fim acaba fazendo com que a gente acorde mais descansado e com vontade de fazer o dia ser melhor.

Tenho certeza de que se estivéssemos nos tempos das cartas, essa redação receberia algumas com depoimentos de alguns de vocês partilhando sua experiência de sonhar.

Em uma reflexão filosófica, posso afirmar que está cada vez mais difícil sonhar acordado, principalmente com a dureza das relações regadas a interesses, vingantismos e expertise para ganhar dinheiro e mais dinheiro. É um desafio ir em frente sempre sem se contaminar pela maldade dos outros e as vezes nossa de esquecer que a convivência nem toda ela deve ser concorrência. Liberdade para ser, viver e acreditar que aquele que espera sempre alcança e para isso, não podemos nos enxergar como em uma arena digladiando uns aos outros.

Cada um dentro de sua crença vai atribuir a razão de seus sonhos. Muitos entendem que são avisos. Eu entendo que é só o subconsciente e um processo químico do ser humano. Dá até para tentar escolher o que vai sonhar. Basta fechar os olhos quando estiver com muito sono e tentar concentrar o pensamento em algo sem deixar se perder. Já fiz isso e garanto que dá certo. Acordado ou dormindo, aconselho que sonhe. Que eu sonhe, que a gente sonhe, mas principalmente que acordados a gente viva como se realmente acreditássemos que a diferença entre o ser racional e o sonhador é que o racional sabe onde quer chegar e o sonhador já esteve lá.

 

Luís Alberto de Moraes – @luis.alb – Autor do livro “Costurando o Tempo – dos Caminhos que Passei”

 

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