Menor número

O cargo ou a função, como queiram, de vereador, sempre foi sonho de consumo de muitos mairiporanenses. Afinal, uma sessão semanal e um polpudo salário se cotejado à maioria dos trabalhadores, são ingredientes atraentes, pode-se dizer até sedutores.

Mairiporã já contabilizou, em alguns pleitos, números expressivos de postulantes a uma cadeira legislativa. O parlamento municipal, ao longo de sua história, já teve diferentes quantidades em disputa: 10, 11, 13 e 15, e hoje, já de alguns anos, fixou em 13 o total de vereadores.

A quantidade de candidatos, no entanto, foi reduzida por força de lei, que entrou em vigor nas eleições de 2022, e isso, por si só, reduziu as chances daqueles que pretendiam se candidatar em outubro próximo. Se até 2020 eram permitidas coligações, que praticamente dobraram o número de candidatos, a partir de então as coligações acabaram e, em 2022, o total para cada partido foi reduzido de 20 para 14.

Essa alteração mudou significativamente a vida das agremiações partidárias, que passaram a dar importância maior à qualidade em detrimento à quantidade. E não só isso causou impacto, pois muitos nomes que poderiam ser submetidos ao eleitor desistiram da empreitada diante das novas regras.

Se um dia o eleitor se viu diante de 300 nomes, neste ano eles não serão mais que 122, o menor já registrado na história política da cidade.

Até ontem, de acordo com dados do Tribunal Superior Eleitoral, 94 nomes estavam inscritos, faltando apenas os candidatos de dois partidos, que juntos, se todas as vagas forem preenchidas, somarão 28.

Também é importante ressaltar que o modo de se fazer campanha mudou depois do advento das redes sociais, o que de certa forma tem sido levado em conta por quem pretende ou pretendia estar com seus nomes nas urnas.

O número final, no entanto, pode sofrer alteração, pois o registro de nomes termina no próximo dia 15. No entanto, dificilmente haverá mudanças significativas no total de candidatos.

 

 

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