O programa criado pelo Governo Federal, o Bolsa Família, tem suscitado debates ao longo dos anos. Há correntes que acreditam ser uma forma de levar renda a quem precisa, enquanto outras consideram que foi criada a indústria da vagabundagem.
Grande parcela dos beneficiários se satisfaz com esse ‘salário’ mensal, que se soma a outros penduricalhos, dentre eles o vale gás.
Essa ação, verdadeira cortesia com o chapéu alheio, não só alcança os mais vulneráveis, mas principalmente os espertalhões, que se valem de inúmeros expedientes para botar a mão no dinheiro. E isso tem obrigado o governo central a destinar mais e mais recursos para fazer frente aos que passaram a viver dessa benesse.
Na semana passada, em conversa com empresários, o ex-governador de Minas Gerais e presidenciável, Romeu Zema, não foi nada econômico ao criticar o Bolsa Família. Segundo disse, uma vez presidente irá exigir de homens beneficiários do programa a conclusão de seus estudos e a realização de curso técnico. Para ele, e consenso geral entre aqueles que trabalham para levar o sustento para casa, o País está criando uma geração de imprestáveis.
Há um outro agravante, sentido na maioria das cidades: os ‘bolsistas’ passaram a se travestir de ambulantes, pedintes e moradores de rua, uma estratégia usada para complementar a renda, sem precisar trabalhar.
O verdadeiro desafio de qualquer programa social não é apenas combater a pobreza, mas criar condições para que ela seja superada. Assistência permanente, sem mecanismos eficazes de emancipação, transforma-se em dependência, desestimula o esforço individual e impõe à sociedade uma conta cada vez mais elevada.
O Estado deve estender a mão a quem realmente precisa, mas também exigir contrapartidas que promovam qualificação, inserção no mercado de trabalho e autonomia. Do contrário, continuará alimentando um ciclo em que milhões permanecem reféns do benefício, enquanto o País vê diminuir sua capacidade de produzir riqueza, gerar oportunidades e construir um futuro mais próspero.