Coluna do Correio

FRASE

“Não são os fatos que nos perturbam, mas nossa interpretação deles.”  (Epicteto, filósofo grego)

 

DADA A LARGADA (I)

Fim de festa, fantasias guardadas ou rasgadas e a hora é de voltar à realidade. A eleição vai começar no Brasil na segunda-feira (23). Dois posicionamentos vão ser evidenciados à população, transformando a pátria num ‘país de faz de contas’. Quem está no poder vai vender uma imagem de um Brasil próspero, rico, sem problemas, e quem está fora, exatamente o oposto, ou seja, uma Nação doente, problemas crescentes e pobreza que só faz aumentar, mesmo com os benefícios das inúmeras bolsas criadas para dar dinheiro aos ‘supostos’ menos favorecidos. O programa também é conhecido como ‘Bolsa Vagabundos’, verdadeiro incentivo à vadiagem.

DADA A LARGADA (II)

E é nesse cenário que as romarias de candidatos vão ter início. Mairiporã sempre esteve na rota dos candidatos, especialmente agora que tem uma liderança política forte, o prefeito, que pode fazer a diferença quando abertas as urnas. Deputados e novatos vão estar por aqui, com armas e bagagens, em busca do voto. Portanto, o eleitor não se sinta invadido ou alegue ignorância sobre este período que se repete a cada quatro anos.

CANDIDATOS (I)

Vozes ouvidas pelos quatro cantos da cidade murmuram que os candidatos a deputado por Mairiporã deverão ser três, dois deles a federal, um dos quais teria as bênçãos do Palácio Tibiriçá, outro independente (talvez pavimentando o caminho para 2028) quando teremos a eleição municipal. No caso dos federais, a tendência é formar dobradinhas com deputados estaduais que vão tentar a reeleição.

CANDIDATOS (II)

Embora não exista confirmação oficial, dois vereadores estão nesse trio de candidatos, enquanto o outro é ex-vereador. Também fica a curiosidade de saber se vão mudar de partidos, na chamada janela de transferências, que permite a operação sem que exista o perigo de perda de mandato.

 

NOVA CAR (I)

E não é que a atual composição legislativa não fugiu à regra e nem à cartilha usada há mais de quatro décadas pelos vereadores? Sim, o instrumento que ainda não tinha sido utilizado agora está em andamento: Comissão de Assuntos Relevantes (CAR). Foi instaurada e o alvo desta vez é a Sabesp, que na visão da CAR tem prestado péssimo serviço no abastecimento de água e cobrado tarifas altas, muito além daquelas que a própria Sabesp cobrava antes de ser privatizada. Ainda é cedo para dizer se, de fato, os motivos são reais (e neste momento não há que se duvidar), ou se trata de um instrumento político em ano de eleição. De todo modo, resta aguardar como a CAR vai se desenvolver e, se desta vez, vai ter algum resultado prático.

NOVA CAR (II)

A relação da Sabesp com Mairiporã, em mais de seis décadas, é de ações leoninas em favor da empresa. A cidade sempre foi tratada como de segunda classe pela então concessionária do serviço de água e esgoto do Estado, e as investidas, amigáveis ou não, nunca resultaram positivas em favor da população. Portanto, espera-se que desta vez a conclusão da CAR seja favorável aos consumidores. Porém, não se pode esquecer que, neste País de desvalidos, manda quem pode (e tem poder) e obedece quem tem juízo.

 

TÍTULOS

O eleitor que está irregular com a Justiça Eleitoral, mas pretende votar nas eleições de outubro, tem prazo até 6 de maio próximo para estar em dia. Depois dessa data estará impedido de ir às urnas. Em Mairiporã quase 15 mil documentos estão suspensos (866) ou cancelados (13.873). Desse total, 90% são de cancelados.

 

PODRIDÃO

A frase “Há algo de podre no reino da Dinamarca”, foi dita pelo personagem Marcellus na peça Hamlet (ato I, cena IV), de William Shakespeare. E mesmo séculos depois, ela ilustra à perfeição o que estamos assistindo no Brasil, com suas instituições. Todas caindo de podre: Executivo, Legislativo e Judiciário. Este último, pelo que se tem visto, lido e ouvido, tem entre seus integrantes dois ou três nomes envolvidos em escândalos que, se ainda não incendiaram a Nação, estão próximos disso. Parafraseando Shakespeare: “há sim, neste País, muita coisa podre.”

 

 

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