Coluna do Correio

FRASE

Livre-se dos bajuladores. Mantenha perto de você pessoas que te avisem quando você erra. (Barack Obama, ex-presidente dos EUA)

 

ERRAMOS

A informação de que o secretário de Turismo e Esportes, Fernando Brandão, havia assumido sua cadeira como titular na Câmara, não ocorreu. Ele voltaria ao Legislativo após a morte do suplente que estava no exercício da função.

SUPLÊNCIA (I)

De acordo com informações, o vereador/secretário não pretende retomar a cadeira e vai continuar como titular da Pasta que ocupa, desde 2021, pois também não será candidato à reeleição. Diante desse quadro, o presidente da Câmara enviou consulta à Justiça Eleitoral para saber quem deve ser convocado a assumir, pois o segundo suplente foi eleito pelo Democratas, partido que deu lugar, após fusão, ao União Brasil. A 9 dias do recesso parlamentar, tudo indica que a composição legislativa seguirá com 12 vereadores, até o início do segundo e último semestre da atual gestão. E foi o que se viu na reunião de terça-feira (18).

SUPLÊNCIA (II)

Enquanto nada se resolve a esse respeito, nos bastidores há uma guerra surda entre aqueles que arvoram o direito de sentar na cadeira. Os argumentos são os mais absurdos possíveis, desprovidos de qualquer amparo legal. A cadeira vaga é motivo de acirrada disputa neste momento.

POLITICAGEM

Vereador oposicionista apresentou moção de apoio à regularização fundiária do Jardim Brilha, durante os trabalhos legislativos de terça-feira (18). Politicagem barata em ano eleitoral. A questão envolvendo o Jardim Brilha se arrasta há mais de 25 anos, e envolveu 10 gestões municipais e 8 prefeitos, além das intervenções do Poder Judiciário. Nunca se resolveu absolutamente nada. Atrás do voto, diante de uma performance legislativa medíocre nos últimos três anos e meio, o parlamentar demonstra, com esse expediente, estar preocupado com a sua tentativa de reeleição.

SESSÕES

O assunto Câmara Municipal mostrou que os trabalhos apresentados no decorrer deste primeiro semestre, não contaram com projetos de interesse da sociedade, que seguem em segundo plano. Entre fevereiro e o final deste mês (a última sessão será no dia 25), os campeões de ‘audiência’ no parlamento foram as denominações de ruas, datas incluídas no calendário oficial do município e a concessão do esculhambado título de cidadania. E não vai ser diferente até o final do ano, pois há uma eleição no meio disso tudo, em outubro.

GABINETES

Com o tempo avançando rapidamente rumo às urnas, a ordem nas gabinetes dos vereadores é atender todo mundo, indistintamente, seja qual for a demanda. Ou seja, entramos no período de excessivas promessas, que jamais serão cumpridas. Como a maioria do eleitorado é formada por incautos, muitos dos edis se valem desse expediente para amealhar votos.

ÚLTIMA

Se nenhuma surpresa ocorrer, os vereadores vão participar da última sessão ordinária na próxima terça-feira (25). Depois, tem início o período chamado de ‘recesso parlamentar’, que em bom português significa 31 dias de férias remuneradas. Porém, como manda a legislação, será a última se os vereadores votarem o projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). Sem isso, as férias só começarão quando a votação estiver concluída, o que pode avançar nos primeiros dias de julho.

AUDIÊNCIAS

Sobre a LDO, a Câmara realizou na quarta-feira (19) a última das duas audiências públicas para debater o projeto. Em ambas, os representantes da sociedade civil não apareceram.

SÓ 13

Com o fim das regularizações eleitorais, Mairiporã vai ter apenas 13 partidos nas eleições de outubro. Os dados são do Cartório Eleitoral. O Brasil tem um total de 29 agremiações registradas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). É o menor número de agremiações a disputar um pleito no município, desde a década de 1990.

QUADRILHA

Nos próximos dias 24 e 29, anualmente são dedicados a dois santos lembrados nas chamadas festas juninas: São João e São Pedro. Períodos em que as quadrilhas estão presentes como um dos ingredientes das festanças. Muitos políticos, no entanto, preferem se ausentar das comemorações, pois a palavra ‘quadrilha’, por si só, é assustadora, não importando de que forma esse termo é empregado nesta época do ano.

 

 

Posts similares

  • Coluna do Correio

    FRASE “A omissão de quem pode e não auxilia o povo, é comparável a um crime que se pratica contra a comunidade inteira.” (Chico Xavier)  PREVIDÊNCIA Governadores e prefeitos estão preocupados com o fato de estados e municípios ficarem de fora da Reforma da Previdência. Apostam tudo em uma PEC Paralela para que os dois…

  • Coluna do Correio

    FRASE “Os dias prósperos não vêm por acaso. Vem de muita fadiga e persistência.” (Henry Ford, empresário e engenheiro norte-americano, fundador da Ford Motors) VAI OU NÃO? (I) A pergunta que se faz nos meios políticos é se o prefeito Aladim, depois da votação recorde obtida no ano passado, quase 80% do colégio eleitoral, vai…

  • Coluna do Correio

    FRASE “Todos os Estados bem governados e todos os príncipes inteligentes, tiveram o cuidado de não reduzir a nobreza ao desespero, nem o povo ao descontentamento.” (Nicolau Maquiavel, poeta, diplomata, historiador e músico italiano) CONVENÇÃO (I) No último sábado (20), primeiro dia do prazo aberto para a realização de convenções, o PSD, partido do prefeito Aladim,…

  • Coluna do Correio

    FRASE “Pessoas que são boas em arranjar desculpas raramente são boas em qualquer outra coisa.” (Benjamin Franklin, político, jornalista e filantropo norte-americano) SALÁRIOS O funcionalismo público municipal não deve esperar aumento real de salário na data-base da categoria, em fevereiro, mas que o prefeito sempre dá um jeitinho de empurrar para março, abril, etc. Se…

  • Coluna do Correio

    FRASE “O dinheiro mais ilegal é o salário de um funcionário público sem concurso.” (Pensamento indiano) ESTÃO CHEGANDO Pelo calendário eleitoral os partidos e seus candidatos já começaram a pedir votos desde quinta-feira, 16, embora todos saibam que, na prática, isso vem ocorrendo desde o começo do ano, quando decidiram se candidatar. Isso significa dizer…

  • Coluna do Correio

    FRASE “Quem reconhece a anistia, não são os juízes, são os legisladores; estes declinam de seus ombros o manto de magistrados, porque não podem proferir sentença entre as paixões políticas às quais ela diz respeito.” (Rui Barbosa, político, jurista, advogado, diplomata, escritor, filólogo, jornalista, tradutor e orador brasileiro) Trecho retirado do livro “Obras Completas”. Vol….