7ª Conferência de Matemática do BRICS

LUÍS ALBERTO

Há momentos na vida profissional que chegam de maneira especial. Não apenas pelo trabalho que realizamos, mas pelo significado que aquele encontro carrega. Foi assim que me senti ao participar, como Mestre de Cerimônias, da abertura da 7ª Conferência de Matemática do BRICS, realizada na Universidade de São Paulo (USP).

Promovido pela Sociedade Brasileira de Matemática, o evento reuniu pesquisadores, professores, estudantes e representantes da comunidade acadêmica de diferentes partes do mundo, tendo a matemática como ponto de encontro entre países, instituições e pessoas.

Estar diante de um público tão qualificado, em um dos mais importantes ambientes acadêmicos do país, foi uma honra. Como Mestre de Cerimônias, minha missão é conduzir o momento, organizar as palavras, apresentar os participantes e ajudar a construir um clima adequado para cada ocasião. Realmente, caro leitor, falar é uma arte e esse dom eu fico feliz de continuar aperfeiçoando, mas existem eventos em que essa função ganha um significado ainda maior.

A abertura de uma conferência internacional como esta certamente foi um deles.

O BRICS, que reúne Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, também representa, no campo científico, a possibilidade de aproximar conhecimentos, experiências e diferentes formas de enxergar o mundo. E a matemática, talvez mais do que qualquer outra área, demonstra que o conhecimento não conhece fronteiras.

Participar deste encontro na USP foi também uma oportunidade de perceber a força da ciência brasileira e a importância de criarmos cada vez mais espaços para que pesquisadores possam dialogar, compartilhar descobertas e construir novos caminhos.

Ao deixar a cidade universitária, que aliás, eu não conhecia, me deixou com aquela sensação boa de quem sabe que fez parte de algo maior. Um evento que não termina quando as luzes se apagam ou quando a última palavra é pronunciada. Seus resultados seguem nas pesquisas, nas universidades, nas salas de aula e, principalmente, nas novas ideias que surgem quando pessoas de diferentes lugares se encontram.

Para mim, fica a gratidão e a honra de ter participado da abertura da 7ª Conferência de Matemática do BRICS. Uma experiência profissional marcante e, acima de tudo, um daqueles momentos que nos lembram que comunicar também é uma forma de contribuir para aproximar pessoas e conhecimento.

Para quem acha que eu só sei falar em casamentos, acredito! Eu adoro também os corporativos. E talvez seja justamente essa a beleza de grandes encontros: por alguns dias, diferentes sotaques, culturas e histórias encontram uma mesma linguagem. Neste caso, a linguagem universal da matemática.

Luís Alberto de Moraes – @luis.alb – Autor do livro “Costurando o Tempo – dos Caminhos que Passei”

 

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