FRASE
“O patriotismo é o último refúgio do canalha.” (Samuel Johnson, escritor e pensador inglês)
LIDERANÇA
O prefeito Aladim deve sair das eleições de outubro como protagonista no município. O principal trabalho, como o realizado em 2022, é fazer com que os votos locais não sejam pulverizados, o que reduz as chances de bons representantes na Assembleia Legislativa do Estado e na Câmara dos Deputados. A cidade e a região têm uma quantidade considerável de candidatos. Mas, pior que a quantidade, é a ausência quase absoluta de lideranças com capacidade de catalisar os votos.
BOA VOTAÇÃO
A avaliação de analistas é que um candidato competitivo tem que chegar próximo dos 5 mil votos em Mairiporã. Segundo as estimativas, o coeficiente eleitoral médio necessário para ser um deputado estadual, é de 55 mil votos, enquanto para a esfera federal, 75 mil. Ou seja, quem fizer 10% do coeficiente médio necessário no município, terá dado um grande passo. Ainda de acordo com os analistas, 5 mil votos em se tratando do colégio eleitoral da cidade, é excelente votação.
PARAFERNÁLIA
Os moradores de Mairiporã já podem se preparar, pois não há como escapar da campanha eleitoral. Dentro de casa, horário gratuito na TV e, fora dela, cabos eleitorais barulhentos, com bandeiras, wind banner nas calçadas, santinhos espalhados e panfletos com as promessas de sempre. E, claro, carros de som com jingles cujos compositores, pelo conteúdo da obra, deveriam ser condenados à morte.
O RETORNO
O recesso parlamentar dos vereadores de Mairiporã foi mais longo neste meio de ano. Além dos 31 dias de julho, ganharam mais 10 dias, pois a troca do mobiliário do plenário não aconteceu a tempo de permitir a primeira sessão do segundo semestre, que seria no dia 4 último. O jeito foi realizar duas sessões ordinárias no mesmo dia, ou seja, na terça-feira desta semana.
AVALIAÇÃO
Os vereadores deveriam dar maior atenção às avaliações feitas pela sociedade sobre suas atuações parlamentares. Várias pesquisas realizadas nos últimos três meses, sobre o trabalho do Legislativo, mostram que a sociedade local desaprova quase que inteiramente o que a atual composição vem fazendo desde o ano passado.
CONSTATAÇÃO
Durante uma conversa informal entre políticos e analistas, em uma concorrida padaria local, não faltou oportunidade para cutucar o PT. Numa das falas, um experiente analista saiu-se com esta: “O segredo do desenvolvimento de Mairiporã, ainda que lento antes da era Aladim, e acelerado com o atual prefeito, reside no fato de a cidade nunca ter sido administrada pelo PT.
EDUCAÇÃO
Mairiporã, mais uma vez, aparece na liderança da região do Cimbaju quando se trata de Educação Municipal. De acordo com os resultados do Ideb-2025, divulgados na semana passada, a cidade obteve a excelente pontuação de 6,7. Para se ter uma ideia do desempenho, a vizinha Atibaia, com 7,4 pontos, é a segunda colocada dentre os municípios com mais de 100 mil habitantes. Portanto, há muito o que comemorar, porém a responsabilidade aumenta, pois chegar à liderança é excepcional, a questão é manter-se no topo. Parabéns à área da Educação Municipal e, claro, aos estudantes.
CALÇADAS (I)
Alguns municípios do Estado de São Paulo, diante da cara de pau de muitos proprietários de imóveis, estão assumindo a gestão, execução, conservação e manutenção de calçadas, função que cabe aos donos de casas, terrenos, e estabelecimentos comerciais. Em Mairiporã há centenas de ruas e avenidas com calçadas desniveladas, rachadas e esburacadas, que dificultam a circulação de pedestres, oferecendo riscos especialmente para idosos, pessoas com deficiência, gestantes e famílias com carrinhos de bebê.
CALÇADAS (II)
Nas cidades onde essa mudança acontece, é preciso a aprovação de uma lei pela Câmara de Vereadores. Aos prefeitos, antes de tudo, a necessidade de levantar custos dessa nova empreitada e ver se os cofres municipais suportam mais essa despesa.
LEITURA
O artigo do professor e jornalista Gaudêncio Torquato (página 2, ao lado), merece não só uma leitura acurada, mas uma profunda reflexão. Brilhante texto que nos traz um retrato dos ‘pais da pátria’, ‘pais dos pobres’ e ‘donos da Nação’. Num dos trechos, diz textualmente: “O verdadeiro patriota não pede imunidade; aceita a fiscalização, respeita a divergência e submete seus atos ao julgamento público”.