Adolescência na Era Digital

“A tecnologia deve ser uma ponte para o conhecimento, não um muro entre pais e filhos” (Rossandro Klinjey)

A adolescência sempre foi marcada por desafios e descobertas, mas, na era digital, essa fase se torna ainda mais complexa. A série Adolescência, da Netflix, reflete essa realidade ao abordar temas como saúde mental, redes sociais e identidade, mostrando como os jovens lidam com a pressão da hiperconectividade e a busca por pertencimento, essa série marca pelas perguntas que deixa e não pelas respostas que dá, e aí que reside seu grande valor.
Pais de adolescentes enfrentam dilemas diários: como estabelecer limites no uso de telas sem criar conflitos? Como evitar que as redes sociais influenciem negativamente a autoestima dos filhos? É comum ver jovens trocando horas de sono por tempo no celular ou pais tentando conversar enquanto os filhos estão vidrados em uma tela. Se os adultos também passam grande parte do tempo conectados, o exemplo que dão pode ser contraditório.
Na escola, professores percebem alunos mais dispersos e ansiosos, afetados por comparações constantes e pela necessidade de aceitação virtual. Muitos pais só percebem o impacto disso quando notam mudanças de humor, queda no rendimento escolar ou isolamento social.
Nesta seara é muito importante colocar estas questões como prioridade, o comportamento criado e enraizado, enquanto jovens em fase de transição muitas vezes não percebido pelo clichê: “essa fase é fogo” ou “quanta frescura, já, já isso passa” pode acarretar em grandes complicações.
Reflexão – O filósofo Augusto Cury lembra: “Filhos brilhantes precisam de pais fascinantes”. Isso significa que, mais do que impor regras, é essencial criar momentos de qualidade, estimular conversas sinceras e ensinar, pelo exemplo, o equilíbrio entre o digital e o real.
Afinal, no meio de tantas conexões virtuais, nada substitui a presença, o diálogo e o afeto verdadeiro. Um adolescente que tem atenção e segurança afetiva com sua família, não se rende aos ataques e bombardeios, que tanto afetam nossas crianças, adolescentes, blindando, com afeto, amor, segurança e coerência nosso bem maior e aquilo que mais amamos que são nossos filhos e nossa família.

Raphael Blanes é Servidor Público Municipal, formado em Gestão em Saúde Pública, Técnico em Vigilância em Saúde com ênfase no Combate às Endemias, especialista em Gestão Hospitalar, graduando em Filosofia e Psicologia. Instagram: @raphaelblanes Email: blanes.med@gmail.com.

Posts similares

  • O plano

    O plano não era esse. Mas o plano mudou. Era para ser assim, assado. Mas não será mais. Queria de tal maneira, mas será de outra. E tudo bem: as coisas mudam. Quando saem do jeito que a gente imaginava? Raramente. O incontrolável recebe esse nome justamente por ser aquilo que a gente não pode…

  • Curso

    Me inscrevi em um curso, já fazia tempo. Na verdade há anos planejo entrar em um curso. Qual curso? Variados: já pensei em línguas, edição de imagens, redação. O que eu queria era fazer um curso, mas algo sempre me impossibilitava. Seja por falta de tempo, de dinheiro disponível, simplesmente por esquecer de procurar mais…

  • Papel

    O que é ser próximo de alguém? É papear diariamente ou conversar de vez em quando? Não, papear e conversar não são a mesma coisa. Papear é fazer comentários aleatórios, trocar palavras que não são importantes nem para um, nem para outro. Conversar não acontece sempre. Ouso dizer que conversar é raro, até. Porque conversar…

  • Cabelo

    Cortar o cabelo sempre foi uma questão complicada para mim. Afinal, sempre odiei a ideia de ter um cabelo curto demais, ao mesmo tempo em que um cabelo grande também me incomoda. Para mim, o ponto ideal é aquele meio-termo, quando o cabelo já passou da fase de recém-cortado, mas ainda não chegou a ponto…

  • Atraso

    Estávamos atrasados. Não lembro muito bem com isso aconteceu. Será que gastamos tempo demais batendo papo ao invés de ir almoçar? O que sei é que quando chegamos à praça de alimentação do shopping, já estávamos atrasados. As filas eram grandes e tudo que tínhamos era cerca de 30 minutos. Para completar, eu e Malu,…