Estamos em campanha eleitoral?

Iniciada em 16 de agosto, a campanha eleitoral em Mairiporã, faltando agora praticamente 20 dias para os eleitores irem às urnas, praticamente não existe. Não há carros de som, santinhos sujando ruas e calçadas, jingles, enfim, nenhuma dessas ferramentas utilizadas desde sempre, principalmente quando a escolha é para prefeito e vereadores.

Analistas atentos avaliam que há uma série de fatores que impactam as campanhas, como a força do grupo político do prefeito, a falta de dinheiro, principal combustível para se buscar os eleitores, desânimo de candidatos e nomes fracos colocados na maioria dos partidos.

O clima vivenciado hoje é até mesmo inferior ao que se viu em 2020, em plena pandemia do Coronavírus. Naquela oportunidade as visitas aos bairros eram constantes, o material de campanha era farto, locais que concentram muita gente (feira livre, por exemplo), não escapavam da presença dos políticos.

O quadro que se observa em Mairiporã também é visto em outras cidades. Inclusive naquelas de grandes populações, onde geralmente o dinheiro do fundo partidário chega com maior frequência.

Por outro lado, há aqueles que ainda não foram liberados pela Justiça Eleitoral, o que se torna, mesmo com possibilidade de isso não ocorrer, um obstáculo.

O cuidado que se deve tomar agora é com as redes sociais. As Fake News vão dominar, e os ataques pessoais não devem ficar de fora. Quem está em vantagem nas pesquisas será o alvo mais visado.

Como dizia o ex-prefeito Sarkis Tellian, na eleição que o levou ao Palácio Tibiriçá, em 1993, “nos últimos quinze dias eles inventam que a gente matou, roubou, não gosta dos menos favorecidos, promete mundos e fundos”.

Redes sociais não devem ser levadas a sério em tempo algum, mas principalmente em período eleitoral.

De outra parte, a população está feliz com a falta de candidatos nas ruas, campanhas paupérrimas, gente desanimada e nenhum jingle ‘enchendo o saco’ dos ouvidos das pessoas.

Quiçá todos os pleitos seguissem o que se tem visto agora em 2024.

 

 

 

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