O que tem do outro lado

Epígrafe: Como no tempo da escola

“Sempre enxerguei o Túnel de Mairiporã como uma espécie de portal mágico. Ao longo do tempo, atravessei esse túnel em tantos momentos diferentes: com medo, me sentindo desafiada, cheio de alegria e até mesmo em lágrimas de exaustão. Quantas noites passei em claro para, em seguida, atravessar o túnel e participar de tantas festas maravilhosas. Meu maior público está do outro lado do túnel, mas nunca consegui me estabelecer completamente por lá. Amo minha cidade e, mesmo que muitos não reconheçam o valor do meu trabalho, continuo firme, buscando oportunidades onde sou realmente apreciada. Tenho clientes fantásticos, que considero parte da minha lista VIP, pessoas que sempre me apoiam e reconhecem o valor de tudo o que ofereço. Do outro lado do túnel, sinto que meu impacto é grandioso e que meu trabalho realmente transforma vidas. Não digo isso com arrogância, mas sim porque sempre dei o meu melhor para as pessoas mais especiais e espero continuar fazendo assim. Novos projetos, novos desafios e tudo o que um dia sonhei estão se concretizando. Só posso agradecer por ter tido a coragem de atravessar o túnel e buscar novos horizontes.” (Dani Alexandre)

Ao ler esses parágrafos, me lembro dos tempos de escola em que eu e você Dani, inventamos o WhatsApp. Pois é, de forma arcaica as nossas mensagens escritas à lápis na carteira da escola eram quase instantâneas. Eu pela manhã e você à noite. Vice e versa de segunda a sexta naquela ansiedade de ter as respostas. Saudade daquele tempo e também compartillho contigo da visão dos sonhos que cultivávamos  imaginando tudo o que poderia ser construído para além do túnel da Mata Fria.

Hoje, trabalhamos tanto e o reconhecimento no quintal de casa nem sempre chega como gostaríamos. Por vezes comparo a vida à garrafa d’água que no farol custa apenas dois reais e a mesma no aeroporto deve ser quase quinze.

Que bom que estamos cumprindo a nossa missão e sendo grandes. A grandeza que nos é visível está na maneira bonita com que trilhamos os nossos desafios e conquistamos dos amigos verdadeiros um imenso respeito.

 

Luís Alberto de Moraes – @luis.alb – Autor do livro “Costurando o Tempo – dos Caminhos que Passei”

 

Posts similares

  • Com o pé direito

    Primeira semana do ano e as baterias recarregadas. Estive no interior do estado, na verdade região noroeste. Votuporanga, a cidade das brisas suaves. Eu pensava que sabia o que era roça. Agora eu vi mesmo o que são hectares e mais hectares de áreas com pastos, gado e plantações. Pude ver pequenos produtores que tiram…

  • Sobre tamanhos e valores

    Há gente que viva de horizontes largos e há quem viva de pequenos espaços. E curiosamente, quase sempre é dessas profundezas apertadas e escuras de onde partem os comentários mais ruidosos. Gente pequena tem uma curiosa obsessão por gente grande. Não lhes sai da boca, não lhes abandona o pensamento. Falam, repetem, conjecturam, imaginam. É…

  • Brasil pelo avesso

    1.A falácia do voto impresso faz relembrar a República das Bananas. O ‘voto impresso’ faz retroceder processo eleitoral nos anos 1990, por volta de 25 anos atrás e a ‘república das bananas’ a mais de um século quando a “o termo foi cunhado pelo escritor americano William Sydney Porter, conhecido como O. Henry, no conto…