Coluna do Correio
FRASE
“O governo é a única instituição que pode pegar uma matéria-prima valiosa como o papel, cobri-la com tinta perfeitamente boa e tornar o resultado completamente sem valor.” (Ludwig von Mises, economista teórico austríaco, sobre a impressão de dinheiro para cobrir gastos)
ESTRATÉGIA (I)
O prefeito Aladim, encerrada a eleição presidencial, está nos últimos dias em busca de estratégia que lhe possibilite encontrar caminhos que levem aos recursos de outras esferas governamentais. No Estado, certamente vai ter a contrapartida do governador, que em Mairiporã recebeu a maior votação dada a um candidato ao Palácio dos Bandeirantes. No plano federal, a coisa é mais complicada. O governo do presidente reeleito não tem dinheiro, mas em contrapartida tem uma dívida monstruosa, o que vai impactar a vida dos municípios.
ESTRATÉGIA (II)
Paralelamente a essa questão, os prefeitos vão ter que encontrar novos caminhos para as suas despesas com terceiros, por conta do fim da escala 6×1. Os preços de todas as aquisições de produtos nas áreas da Saúde e Educação, e na contratação de serviços (Obras e Serviços Urbanos), vão encarecer também por conta da mudança na escala de trabalho. Afinal, empresas privadas não assumem prejuízos. Repassam logo aos que as contratam.
RELÂMPAGO
As sessões do Legislativo local, após as eleições, têm sido em ritmo relâmpago, ou seja, no primeiro bocejo de algum desavisado, elas terminam. E vai ser assim até o início do recesso parlamentar, no dia 15 de dezembro. Até lá, suas excelências vão se debruçar unicamente na formulação de emendas impositivas, que vão adicionar à LOA (Lei Orçamentária Anual) para 2027 e, se o processo exigir, algum movimento em relação à escolha da nova Mesa Diretora para o último biênio da atual gestão. Até lá, tudo extremamente rápido, de curtíssima duração, instantâneo.
TRAÍDO
O prefeito Aladim não fala do assunto publicamente. No entanto, de forma reservada, solta cobras e lagartos a interlocutores mais íntimos, quando o assunto faz referência a dois ou três vereadores e integrantes dos primeiro e segundo escalões, por conta das eleições de outubro. O comportamento desse pessoal deixou o chefe do Executivo desgostoso e se sentindo traído. Como já revelado por esta coluna, demissões podem ocorrer logo no primeiro dia de 2027.
REFIS
Em muitas cidades, como forma de buscar dinheiro para fechar as contas no final do ano, e com um cenário preocupante em relação às outras esferas governamentais a partir de 2027, os prefeitos já enviaram às suas câmaras de vereadores, projetos do Refis, aquele conhecido e manjado instrumento de perdoar juros e multas e propor novo parcelamento de dívidas com taxas e impostos atrasados. Funciona? Não! Mas alivia o caixa em período de 13º salário, e só. De resto, colabora para a cada vez mais crescente lista de devedores que, num primeiro momento, reparcelam o que é devido, pagam a primeira prestação e, ato contínuo, desaparecem sem deixar rastros. Só voltam a entrar no radar da administração quando um novo Refis for proposto. Um ciclo vicioso que parece longe de ter uma solução.
A CONTA (I)
A esperança de um Brasil melhor esvaiu-se pelos ralos do poder econômico que corrompeu a maioria do povo brasileiro. Somente nas duas semanas que antecederam as eleições, o governo Lula 3 concedeu benefícios de R$ 74 bilhões. Durante o ano de 2026 foram R$ 411 bilhões. Esse é o tamanho do impacto fiscal para 2027. Um pacote de R$ 411 bilhões do dinheiro público para contar com os votos (inclusive de desocupados e presidiários), que engrossam o ócio e sugam os pagadores de impostos. E o que sobrou? Mais de 80 milhões de pessoas endividadas. Dinheiro não aceita desaforo. A conta vai chegar!
A CONTA (II)
Em tese, os pagadores de impostos contribuíram com os R$ 411 bilhões para Lula obter pouco mais de 64 milhões de votos e vencer as eleições. Cada voto custou R$ 6.396,27. Esse é o valor do PIX que o pagador de impostos poderá estar sujeito a fazer (a mais) para o governo em 2027. Lula deve ter se lembrado do conselho de Dilma Rousseff, dito em 2013: “Podemos fazer o diabo na hora da eleição…”. E assim foi feito!
DIPLOMAÇÃO
A Justiça Eleitoral tem até o dia 18 de dezembro para diplomar os eleitos em todo o País. É a última etapa que atesta o resultado das urnas e confirma quem está apto a assumir o mandato. A posse é a etapa seguinte e marca o início do exercício do mandato. O presidente será empossado no dia 5 de janeiro, os governadores um dia depois, deputados federais e senadores no dia 1º de fevereiro. Houve mudança em relação à posse dos deputados estaduais de São Paulo. Ao invés de 1º de março, será no dia 1º de fevereiro, o que unifica o início de novo mandato dos representantes de todas as casas legislativas.
CRÉDULIDADE
O Judiciário brasileiro (leia-se Supremo Tribunal Federal) acreditou mesmo que o candidato à presidência, Flávio Bolsonaro, iria esperar calma e tranquilamente a decisão de Alexandre de Moraes de apreender seu passaporte, e em seguida prendê-lo, sem fazer nada? Credulidade tem limite. Derrotado num pleito eivado desde a sua concepção, o senador já tinha tudo preparado em caso de não ser o escolhido. Quando o Supremo e a Polícia Federal acordaram, ele já estava em Miami, recebido com pompa e circunstância pelo presidente Trump. Flávio errou ou acertou quando empreendeu a fuga? Só o tempo dirá.
PANFLETÁRIA
Na visão da grande imprensa panfletária deste País, o mundo parou por conta da fuga de Flávio Bolsonaro. Nada mais importante aconteceu no planeta por conta disso. Os editores da mídia esquerdista falaram sobre o assunto durante mais de uma semana, mas não se viu nenhuma reportagem séria sobre o endividamento a que a reeleição submeteu a Nação, com consequências que ainda não se pode mensurar, diante de uma administração federal perdulária.
FRASE SEMANA QUE VEM
“A tendência natural do Estado é crescer, gastar e tributar, até que não sobre nada para o indivíduo.” (Milton Friedman, economista e estatístico americano)