`Feliz aniversário!

Tempo de comemorações e de homenagear todos aqueles que antes de nós, há muito mais tempo, antes mesmo da transformação em município, já estavam aqui, em plena mata atlântica, a enfrentar a natureza hostil, a falta de estradas, de comunicação, enfim, pessoas que aceitaram desafios para instalar aqui um povoado, um vilarejo que virou vila, distrito e, finalmente, sede de município.

Hoje, ao celebrarmos os 137 anos de emancipação, vivemos numa cidade contemporânea, que nos últimos cinco anos se desenvolveu mais que nas duas décadas anteriores, mas que ainda tem problemas, é verdade, porém avança rumo ao futuro.

Neste momento, Mairiporã e seus governantes dão demonstrações de amadurecimento e vigor, de estarem preparados para se olhar no espelho, focar suas carências, buscando dar luz e soluções a uma população que parece, enfim, ter encontrado que as conduza pelo bom caminho.

Ainda há muitas demandas a responder, especialmente as sociais, capacitar e ampliar a inclusão de seus moradores nos programas de saúde, educação, saneamento básico, habitação, qualificação profissional e oportunidade de emprego, especialmente para os que estão se iniciando na idade adulta.

Com o crescimento, se ampliam as necessidades de melhor programação da segurança pública, com prevenção, repressão e punição aos criminosos, que se mostrará inútil se não vier acompanhada de projetos que insiram no contexto as oportunidades, as políticas que contemplem a convivência social, voltadas especialmente aos jovens e sua referência cidadã, numa cidade que rapidamente chegou à marca de 100 mil habitantes. Aliás, se essa equação não existir, quanto maior a cidade, menor o cidadão.

Porém, não se pode comemorar apenas o que já é realidade e aceitar os desafios de inclusão. Temos muitas outras questões pontuais que devem ser tratadas sempre, tarefa que, e aqui cabe um parêntese, foi entendida pela atual administração do município.

Sempre se terá muito a ser feito, mas finalmente o respeito às prioridades seguem como parte integrante do governo.

Enfim, chegamos aos 137 anos e não podemos nos limitar à festa e ao apagar das velinhas de um delicioso bolo. Desejamos mais. Que a cidade se inspire em sua história passada e presente e aproveite para agir cada vez mais focada no interesse coletivo, pois pensando no todo é que melhoramos cada indivíduo.

Portanto, no 137º aniversário da Aldeia Pitoresca, gritemos ‘Viva Mairiporã, Feliz Aniversário’!

 

Posts similares

  • Desprotegida

    Bandido tem tido mais respeito e valor do que o cidadão honesto e trabalhador. Jornalistas dizem isso todos os dias nos jornais, nas rádios e televisões. O bandido anda armado pelas ruas, assaltando, matando e cometendo atrocidades. Quando preso, na maioria das vezes, fica meia hora em cana e sai pela porta da frente da…

  • A descoberta da pólvora!

    O Brasil, cuja maioria é formada por incautos, idiotas e também por uma parcela de retardados, ‘descobriu a pólvora’ 525 anos depois do seu aparecimento. Parece estranha a afirmação, afinal, foram os chineses que fizeram essa descoberta no século IX, por alquimistas que buscavam um elixir para a imortalidade. A ‘nossa pólvora’, por incrível que…

  • O jogo político começa

    A partir do dia 3 de abril o Brasil entra definitivamente no cenário eleitoral, depois da retomada da rotina institucional após o Carnaval. A pausa festiva tradicionalmente desacelera repartições públicas e parte da atividade econômica, mas há algo que nunca entra em recesso: a política. Com o calendário estabelecido pelo TSE, inicia-se, na prática, o…

  • Quem poderá nos defender

    Mairiporã é uma das muitas vítimas da Sabesp quando o assunto é preservação ambiental. A cidade tem pouco mais de 30% de rede de esgoto, o que agride os mananciais e a sustentabilidade. Nem por isso a empresa foi incomodada ou chamada a pôr fim no problema nos últimos trinta anos. Enquanto isso, outros municípios…

  • E agora, vereadores?

    O poeta Carlos Drummond de Andrade escreveu um dos mais belos e conhecidos poemas da literatura brasileira. A primeira estrofe diz textualmente: E agora, José? A festa acabou, a luz apagou, o povo sumiu, a noite esfriou, e agora, José? e agora, você? você que é sem nome, que zomba dos outros, você que faz…