Novembro Azul: ser forte é cuidar de si

“Cuidar da saúde não é drama, é planejamento, afinal ninguém quer ser herói só até a metade do filme.” (Raphael Blanes)

Novembro caminha a passos largos, e com ele o lembrete: cuidar da saúde também é coisa de homem. O Novembro Azul chama atenção para o câncer de próstata o tipo mais comum entre os homens brasileiros depois do câncer de pele. Segundo o Ministério da Saúde e o INCA, são mais de 70 mil novos casos por ano, e 44 homens morrem por dia por causa da doença. Ainda assim, muitos evitam procurar o médico por medo, vergonha ou simples descuido.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) reforça: detectar cedo faz toda diferença. A maioria dos casos tem cura quando descoberta no início. Mas o silêncio continua sendo o maior inimigo. Como diz o ditado popular, “homem que se acha de ferro, acaba enferrujando por dentro”.
Cuidar-se não tira a força revela sabedoria. Fazer exames, falar sobre o corpo, cuidar da mente e do emocional é um ato de amor próprio e responsabilidade com quem está ao nosso lado. Quantos pais, filhos e amigos poderiam estar vivendo melhor se tivessem vencido o medo da prevenção?
O Sistema Único de Saúde (SUS) tem papel fundamental nesse cuidado. Durante todo o mês, as Unidades Básicas de Saúde (UBS) intensificam ações voltadas à saúde do homem, oferecendo consultas médicas, exames preventivos, testes rápidos, vacinação, acompanhamento de doenças crônicas e orientações sobre saúde mental e sexual.
Em muitas cidades inclusive em Mairiporã, há campanhas itinerantes, e mutirões de atendimento, justamente para facilitar o acesso e derrubar as barreiras culturais que ainda afastam os homens dos serviços de saúde.
Essas ações mostram que prevenir é um ato coletivo: o SUS cuida, mas é preciso que cada um também faça sua parte, assumindo o compromisso de zelar pela própria vida. A saúde do homem vai muito além do exame de próstata, envolve alimentação equilibrada, atividade física, sono adequado, fé e equilíbrio emocional.
Como estudante de psicologia, percebo que muitos homens adoecem calados não apenas no corpo, mas na alma. E é justamente o silêncio que precisa ser quebrado. Falar sobre sentimentos, pedir ajuda e buscar acompanhamento psicológico são atitudes de coragem, não de fraqueza.
Reflexão – A força de um homem não está em suportar tudo em silêncio, mas em reconhecer seus limites e buscar cuidado antes que a dor se imponha. Prevenir-se é escolher viver com mais tempo, mais saúde e mais afeto. Cuidar do corpo e da mente é garantir que a vida siga plena, com espaço para o riso, o trabalho, a fé e o amor.

 

Raphael Blanes: Servidor Público Municipal, formado em Filosofia, Gestão em Saúde Pública, Técnico em Vigilância em Saúde com ênfase no Combate às Endemias, Gestão Hospitalar, Saúde Única (One Health), RH e Desenvolvimento de Equipes e graduando em Psicologia. Instagram: @raphaelblanes Email: blanes.med@gmail.com.

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