Zona Azul precisa de novas sinalizações horizontal e vertical
A Zona Azul de Mairiporã precisa passar por uma atualização na sinalização horizontal e vertical que orienta os motoristas sobre o uso do estacionamento rotativo. Embora o sistema esteja consolidado no município, boa parte das informações visuais destinadas aos usuários apresenta sinais de desgaste e já não oferece a clareza necessária para quem precisa estacionar.
O problema é mais perceptível na sinalização horizontal, aquela demarcada diretamente no pavimento. As marcas que delimitam as vagas estão desgastadas em diversos pontos, dificultando a identificação precisa do espaço destinado a cada veículo. Na prática, isso pode provocar dúvidas e fazer com que motoristas avancem sobre a vaga contígua ou estacionem de maneira irregular, muitas vezes sem perceber.
As vagas reservadas para motocicletas e idosos também merecem atenção. A pintura desgastada e a falta de padronização visual comprometem a identificação desses espaços, que deveriam estar claramente destacados para evitar dúvidas e facilitar a fiscalização.
Na sinalização vertical, situação semelhante. As placas informativas, muitas delas instaladas em postes de iluminação, são pequenas e, em alguns pontos, ficam praticamente escondidas em meio à quantidade de cabos e fios existentes nas vias. Além disso, algumas apresentam excesso de informações, com letras de tamanho reduzido, dificultando a leitura por quem está ao volante.
Outro aspecto que chama atenção é a ausência de melhor visibilidade das placas durante períodos de menor luminosidade. A sinalização de um estacionamento rotativo deve ser facilmente identificada e compreendida pelo motorista, especialmente porque dela dependem informações como a obrigatoriedade do pagamento, o tempo permitido e as condições de utilização da vaga.
O estacionamento rotativo de Mairiporã, no formato digital atualmente utilizado, começou a funcionar em outubro de 2018. Na implantação daquele sistema, a Prefeitura destacava justamente a necessidade de garantir maior organização e rotatividade das vagas.
Atualmente, segundo os dados do sistema, a Zona Azul abrange 42 vias públicas, entre ruas, avenidas e praças, com extensão também ao distrito de Terra Preta. São cerca de 1.300 vagas de estacionamento, aproximadamente 80% delas concentradas na região central.
O tempo máximo permitido para permanência em uma mesma vaga é de duas horas. Encerrado esse período, o veículo deve ser retirado e o motorista precisa procurar outra vaga. A regra está prevista na regulamentação municipal do estacionamento rotativo.
Formas de pagamento – A Park Gold Mairiporã, empresa responsável pela operação do sistema, disponibiliza aplicativo para celulares Android e iOS, por meio do qual o usuário pode adquirir créditos e realizar pagamentos com Pix e cartões de débito ou crédito. O próprio sistema informa que o estacionamento deve ser utilizado em vagas devidamente demarcadas por sinalização.
Quem não utiliza o aplicativo ou está sem acesso à internet pode adquirir o estacionamento diretamente com os agentes uniformizados da empresa.
As tarifas atualmente informadas são de R$ 1,55 para 30 minutos; R$ 3,10 para uma hora; R$ 4,65 para uma hora e 30 minutos; e R$ 6,20 para duas horas.
Mais do que uma questão estética, a renovação da sinalização da Zona Azul representa uma necessidade de organização e segurança no uso do espaço público. Se o município exige do motorista o cumprimento das regras do estacionamento rotativo, é igualmente importante que ofereça informações claras, visíveis e atualizadas sobre onde e como estacionar.
Pintura renovada no solo, placas maiores e mais legíveis e melhor posicionamento da sinalização ajudariam a reduzir dúvidas, evitar conflitos entre motoristas e facilitar o trabalho de fiscalização.
Afinal, não basta cobrar pelo estacionamento: é preciso garantir que o cidadão consiga identificar, com clareza, as regras que estão obrigados a cumprir. (Wagner Azevedo/CJ – Foto: Correio Imagem)