Retomar o normal

Fui um dos primeiros a tomar a dose da vacina contra a Covid. A segunda demorou um pouco mais, porém não deixei de completar aquilo que chamam de ciclo vacinal.

Na quarta-feira assisti o governador João Dória anunciar que a partir deste domingo entraremos em nova fase, com ampliação da capacidade do público presencial e horário de funcionamento de comércios e serviços não essenciais. Iniciaremos agosto com a expectativa de que a vacinação acelerada de combate à pandemia deu resultados.

Como tudo no Governo do Estado funciona a conta-gotas, as novas regras dessa fase de transição tem prazo de validade: 16 de agosto. Outra alteração foi em relação ao limite de horário também para espaços religiosos, que passa das 23h para a 0h. Essa flexibilização permite atender com capacidade de até 80%. Por sua vez, ficam mantidos o uso obrigatório de máscara em ambientes de acesso público, distanciamento mínimo de um metro e respeito a protocolos de higiene.

Pelo que se deduz das mudanças promovidas no Plano SP, a vida parece querer voltar ao normal. A vacinação segue acelerada e as faixas etárias atendidas se aproximam dos 18 anos, o que completaria todos os adultos imunizados, mas cada um tem que fazer a sua parte e não entender que ‘liberou geral’.

As autoridades de Saúde comentaram que se a contenção da pandemia e os reflexos da vacinação continuarem positivos, o Governo vai avançar da fase de transição para a etapa de retomada segura a partir de 17 de agosto.

As expectativas são positivas, o uso de máscara parece incorporado no cotidiano das pessoas e o receio de muitos em relação à segunda dose, parece não mais existir.

Mais de um ano depois ensaiamos retomar a vida pré-pandemia. Não é tarefa fácil, mas caminhamos nesse sentido. E também pelo que li e ouvi, se houver a necessidade da terceira dose, ou uma dose a cada ano, ela é muito bem-vinda.

 

Ozório Mendes é advogado militante na Comarca, foi vereador e presidente da Câmara na gestão 1983/1988