Quem governa?

Uma parcela da população, pouco interessada em política e em participar da vida em sociedade, demonstra um bairrismo desproposital e mentalidade tacanha. Atribui ao governo do prefeito Márcio Pampuri dois fatores que consideram pecados: secretários vindos de outras cidades e um secretário de Governo forte, que seria o governante de fato.
Se for esse o caminho, vamos ter que retroceder no tempo e chegar à conclusão que o último prefeito de Mairiporã, na cabeça desse segmento, foi Sarkis Tellian. De lá até esta data, teriam sido os secretários os chefes do Poder Executivo.
Entre 1997 e 2000, o prefeito era Arlindo Carpi, mas atribuía-se o poder ao secretário Antônio Eriovaldo Tezzei. De 2001 a 2004, a tarefa coube a Glauco Tadeu de Souza Costa, no governo do prefeito Jair Oliveira. Entre 2005 e 2012, ainda seguindo o raciocínio dessa parcela populacional, o governante teria sido Adriano de Freitas, genro do então prefeito Antônio Aiacyda.
No quesito secretários de outras cidades, o que menos indicou nomes classificados como ‘estrangeiros’ foi Arlindo Carpi. Os demais se valeram de profissionais oriundos de outras cidades, o que também não é demérito à administração pública.
Cruxificar o prefeito Márcio Pampuri pelo mesmo que fizeram seus antecessores é, no mínimo, ignorância e mentalidade de gente atrasada.
O que se espera, é que a população julgue seus governantes pelo que fizeram durante o período em que estiveram à frente da Prefeitura. Todos eles, a seu modo, trabalharam pela cidade. Tinham, sim, secretários fortes, o que não quer dizer, absolutamente, que eram eles que governavam. A caneta sempre esteve nas mãos dos prefeitos, responsáveis por aquilo que fizeram de bom e ruim. Nos julgamentos feitos pelo Tribunal de Contas, os julgados foram os prefeitos, não os secretários. Os responsáveis e passiveis de punição foram os prefeitos, não os secretários.
A mentalidade pequena de algumas pessoas contribui muito para que Mairiporã patine no quesito desenvolvimento, que vem acompanhado do ‘esporte favorito’ que praticam há décadas: a fofoca e a maledicência.
Isso em nada contribui e torna a política local algo menor, que com o passar do tempo estimula cada vez mais o desinteresse dos outros segmentos pelo processo eleitoral.

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