Protagonismo na medida certa

Os devidos elogios devem ser dados a quem os mereça. Sem que isso implique em puxar o saco de quem quer que seja. No caso de Aladim, todos os termos que o engrandecem como prefeito municipal, são mais que pertinentes.

Ao inaugurar o Hospital Anjo Gabriel e colocá-lo em funcionamento, no último sábado, coroou de êxito uma administração que em apenas dois anos fez pela cidade aquilo que sua população esperava. Há um sem-número de obras concluídas e outras em andamento, e mais as que estão em licitação, que poderíamos citar aqui, mas que no momento não é o caso.

Foram anos e anos à espera de uma unidade hospitalar que oferecesse atendimento digno e com as especialidades que até então eram rudimentares ou inexistentes no Hospital e Maternidade Mairiporã (HMM). Bom lembrar que com seus mais de 70 anos, o HMM, bem ou mal, foi o único local de que se valeu e ainda vale o extrato de pessoas carentes da cidade.

Coragem e visão de futuro, como bem disse reportagem sobre o novo hospital, na semana passada, fazem de Aladim um político gestor, o que não se via desde que Sarkis Tellian passou pelo Palácio Tibiriçá. Todos os demais foram somente políticos e, alguns, politiqueiros.

Ficou claro, na solenidade de sábado, que Aladim sabe quando e de que forma ser protagonista. E o fez com sabedoria, ao evidenciar os deputados que compareceram para prestigiá-lo e que nos últimos anos ajudaram muito Mairiporã com a transferência de recursos.

O prefeito Aladim sabe perfeitamente que se deve dividir holofotes com os parceiros, agradecer e pedir. Foi assim nos últimos dois anos e que tudo indica, seguirá até o final de seu mandato.

Dentre todos os que ocuparam a cadeira de prefeito, Aladim é o único que sabe avançar e recuar, cobrar e pagar e, fundamental para um político ungido das urnas, só prometer quando sabe que poderá cumprir.

Surpreendeu a cidade com a sua forma de administrar, de buscar recursos, de priorizar as ações e enfrentar os problemas que os antecessores não se dispuseram a fazê-lo, ou por falta de preparo ou, em muitos casos, preguiça absoluta.

Outras importantes obras deverão ser inauguradas ao longo deste ano e que irão alçar o prefeito ao protagonismo político. Mas, repita-se, sabe como dividir os holofotes.

 

 

 

Posts similares

  • Incompetência confessa

    Ainda ecoa a audiência pública sobre o novo sistema de ônibus coletivo para Mairiporã. A iniciativa foi da Prefeitura, através da Secretaria de Transporte e Mobilidade, realizada na noite de sexta-feira, 18, no prédio ‘milionário’ do Centro Educacional, cuja obra segue questionada na Justiça. As explicações do prefeito Antônio Aiacyda, do secretário Daniel Augusto Ramos…

  • Sem força política

    Uma análise mais cuidadosa acerca dos 12 anos em que o prefeito Antônio Aiacyda está à frente da Prefeitura, revela com clareza a sua falta de força política em outras instâncias. Tudo aquilo que, como candidato, promete fazer depois de eleito, raramente se cumpre. Nesses 12 anos de chefe do Poder Executivo, em dez deles…

  • A culpa é do Moro

    As ações da Operação Lava Jato de Curitiba, que julgou e prendeu políticos, líderes partidários, governantes e empresários corruptos sob a acusação de assaltarem os cofres públicos, com ênfase na principal empresa brasileira, a Petrobras, foram todas anuladas. As condenações ocorreram em primeira instância na justiça federal do Paraná, depois confirmadas em segunda, no Rio…

  • Água na fervura

    Nos últimos dois meses a temperatura subiu bem próxima da fervura, evidenciando que nem bem tomaram posse, e alguns vereadores acionaram o modo ‘2028’, ou seja, já pensando nas eleições municipais. Importante lembrar que a cidade, em que pese o excelente primeiro mandato do prefeito Aladim, tem questões que devem ser priorizadas, como a saúde…

  • O rei está nu

    Um conto do escritor dinamarquês Hans Christian Andersen (1805 – 1875) relata a história de um rei muito severo e vaidoso; não admitia ser contrariado. Certo dia apareceu um homem se dizendo alfaiate, na verdade um charlatão, e se ofereceu para fazer a roupa mais bonita que qualquer monarca, em todo o mundo, jamais havia…

  • Miséria pouca é bobagem

    Pela proposta da equipe econômica do governo federal, já aprovada na Comissão Mista de Orçamento, o salário mínimo em 2020 seria de miseráveis R$ 1.039, reajuste de 4,2%, de acordo com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), representando a inflação do período e, claro, sem aumento real. Esse comportamento do governo federal, que…