População cresce e os problemas também

O crescimento populacional de Mairiporã cresce desde o início do novo século, porém nos últimos três anos em ritmo um pouco menor. Mesmo assim, é o maior dentre as cidades da região, inclusive se comparado a Atibaia e Bragança Paulista.
Na mesma medida, os problemas aumentam, sem que se vislumbre, no atual governo do prefeito Aiacyda, qualquer tentativa de buscar soluções, mesmo para uma parcela das demandas.
Com mais gente exige-se investimentos em infraestrutura, saneamento, educação, saúde, transporte e segurança. Aliado a tudo isso, a ampliação da oferta de moradias e de empregos. O prefeito tem que planejar as suas ações e pôr fim ao amadorismo que tomou conta do seu governo e nas soluções do tipo ‘quebra-galho’ e medidas paliativas, utilizadas à exaustão. No ritmo de crescimento populacional observado, o IBGE estima que a cidade terá 100 mil habitantes em 2019.
Procurar ajuda de gestores (e não de políticos) é importante para permitir que as futuras gerações usufruam de uma cidade melhor, mais humana, que preserve o meio ambiente, que tenha uma mobilidade urbana eficiente e principalmente qualidade de vida.
A saída, como já foi dito, é planejar, buscar subsídios e formular políticas públicas que preparem a cidade para as próximas décadas. Não podemos eternamente depender de receitas externas e de um IPTU cada vez mais sonegado, e em parte com razão, pois o contribuinte não recebe de volta, em melhorias, aquilo que paga em forma de impostos.
Estatísticas econômicas e sociais, bem como indicadores em educação, saúde, transporte e geração de empregos, mensalmente publicadas, revelam que todas as cidades da região avançaram nos últimos anos, menos Mairiporã.
Olhando para os índices populacionais desde a década de 1990, a sensação é de que precisa haver a conscientização dos governantes de que os serviços públicos prestados têm que melhorar muito, pois a tendência de crescimento de habitantes é de alta.
Se é inevitável impedir o crescimento populacional, também é contar com bom atendimento nas redes públicas de saúde e educação, e oferecer infraestrutura adequada à construção de moradias para abrigar o contingente de novos moradores.

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