O dia mais feliz

Estive pensando sobre o que exatamente faz um dia feliz ser um dia feliz. Um dia feliz é um dia em que tudo sai como o planejado? Ou um dia feliz é aquele que traz consigo alguma surpresa, algo que tire a gente da rotina? Um dia tem 24 horas. Para um dia ser considerado um dia feliz, todas as 24 horas têm a obrigação de serem “horas felizes”?
É costumeiro ouvir pessoas falando sobre “o dia mais feliz” de suas vidas: o nascimento de um filho, o dia do casamento ou o dia em que conseguiu ingressar na faculdade dos sonhos. Será então que os dias felizes estão diretamente relacionados à realização dos sonhos pessoais de cada um? Se fosse assim, cada pessoa teria apenas uma pequena quantidade de dias felizes na conta, afinal, não é todo dia que realizamos um sonho ou alcançamos um objetivo. E como ficam todos os outros dias? Aqueles dias comuns, mais um dia de trabalho, mais um dia de escola, mais um dia lidando com os altos e baixos da vida. O fato de nenhum acontecimento extremamente feliz se fazer presente nesses dias automaticamente os torna… ruins? Ou os dias ruins são aqueles nos quais coisas ruins acontecem, e os outros dias são dias… médios, normais?
Por que os dias normais não podem ser felizes também?
Nos dias normais coisas boas acontecem. E coisas nem tão boas também. Às vezes algumas nos estressam: o trânsito, o metrô lotado e aquele problema que você deixou para resolver no dia seguinte, mas não resolveu. Às vezes nos divertimos com pequenos prazeres particulares: tomar um banho quente, comer seu doce preferido ou estar com alguém que você não via já faz algum tempo. No final, ter um dia feliz depende basicamente de como se enxerga a vida. Os dias são repletos de momentos bons e ruins. O inevitável é inevitável, mas dar valor às pequenas felicidades do dia-a-dia é essencial.

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