O chororô…

O que tem de gente no maior chororô por causa do resultado das eleições locais não está em gibi nenhum. Boa parcela chateada com o prefeito eleito, claro, pois trabalharam em seu favor e não conseguiram a ‘boquinha’ com que sonharam. O resultado pode ser conferido nas redes sociais, onde os ‘amicos’ de ontem são os ‘nemicos’ hoje, como dizem os italianos. Agora, não poupam críticas. Há até quem jure que já sabia do comportamento do atual prefeito, mas preferiu arriscar. Quem sabe até por não ter outras opções. Mas não se deve jogar toda a culpa no alcaide. Alegar que ninguém sabia da situação financeira da prefeitura, para não dizer do país, é de uma imbecilidade crônica. Alguns ‘aventureiros’, com passagem pouco Republicana pela vida política da cidade, sabiam, bem lá no íntimo, que Aiacyda não ia entregar parte do galinheiro a velhas raposas, pois conhece a sobejo os integrantes desse zoológico político, que vai desde analfabetos confessos até vagabundos de carteirinha.

Nos bastidores…

Entre dois e quatro vereadores, pelo que se tem visto nas últimas semanas, não gozam da simpatia do prefeito. Ao menos dois, pelo empenho em tentar impedir sua candidatura em 2016. Mas a conversa, agora, é que nos bastidores tem gente trabalhando para quebrar o ‘gelo’. Só se deixa enganar quem quer. Se Aiacyda pretende uma reeleição em 2020 ou lançar um candidato próprio do PSDB, que não se deixe enganar. Essa gente vai rapidinho pular do barco quando o pleito se aproximar.

Opositores?…

Saber se o governo municipal vai ou não ter opositores na Câmara ainda é cedo para saber. Só quando os trabalhos legislativos tiverem início, em fevereiro, é que se poderá saber. Por enquanto todo mundo bebe água na mesma biquinha. Foi isso o que se deduziu da aprovação de mais recursos para o Hospital e Maternidade Mairiporã.

O hábil…

Muitos têm em mente que o vereador Marco Antônio sempre beirou a inocência ou a falta de conhecimento. Ledo engano. O presidente eleito da Câmara é raposa velha, tem incrível habilidade e hoje pode ser considerado o mais inteligente dentre os 13 parlamentares. É o famoso ‘come quieto’. Pessoas próximas dizem que ele não vai, sob qual for o pretexto, cometer os mesmos erros de seus antecessores, hoje todos inelegíveis, e pelo menos os dois últimos próximos de entrar para o clube.

Em compasso…

As muitas ações do Ministério Público durante o segundo semestre do ano passado, em especial nas dependências da Câmara, ainda não tiveram resultados práticos ou não foram dados a conhecimento da população. Fato é que muitos vereadores (e também ex-vereadores) tiveram seus gabinetes revistados e documentação levada. Por enquanto, impera o compasso de espera.

Não nomeados…

O site oficial da Prefeitura ainda não traz os nomes que compõem o secretariado do prefeito. Também no quadro de avisos no corredor do Paço não há nenhum documento relativo a isso. Foram ou não nomeados? Ou as nomeações serão feitas na volta da Câmara, com efeito retroativo a 1º de janeiro?

O sucessor…

Nos meios políticos, desde que Aiacyda foi eleito e empossado, se fala que o seu sucessor deverá ser seu filho, hoje secretário de Obras, Gleidson Aiacyda, em 2020. Para tanto, teria que renunciar ao cargo um ano antes. Verdade ou não, só lá na frente é que se saberá.

A República…

Os derrotados nas eleições de outubro do ano passado começaram a se agrupar. Mas é bom dizer logo que o ex-prefeito Marcio Pampuri não quer mais saber de política. Isso posto quer dizer o quê? Que o ex-vereador Aladim é o principal nome na disputa ao Palácio Tibiriçá em 2020. Muitos que após as eleições já se consideravam opositores, estão agora alinhados com o líder do PSC. Por outro lado, Aladim diz alto e bom som, que ele é político de Mairiporã e com ele não vai ter essa história de ‘República de Franco da Rocha’.

O candidato…

E já que o assunto é Aladim, ele é candidatíssimo a deputado estadual no ano que vem. Vai trilhar o mesmo caminho percorrido por Aiacyda em 2002 (eleito prefeito em 2004) e Márcio Pampuri em 2010 (eleito prefeito em 2012). Parece que a receita é infalível.

A sucata…

A tática de publicar e republicar nas redes sociais que o prefeito encontrou a Prefeitura sucateada, não é novidade e não vai dar em lugar nenhum. Se o equipamento já é sucata, o melhor é arregaçar as mangas e recuperar o que der. Como registro, até foi válido. Mas insistir é perda de tempo.

Repeteco?…

O agora ex-presidente da Câmara, Marcinho, parece não ter aprendido nada ao longo de sua carreira de vereador. Sonhando com a Prefeitura em 2020, até que vinha bem, mas se permitiu cometer uma série monumental de bobagens. Isso tem um preço é ele será cobrado mais adiante. Sem estrutura a lhe dar guarida numa disputa difícil como a de prefeito, pode mesmo terminar no ostracismo como alguns de seus antigos companheiros de assento no Legislativo. Diz o ditado: ‘Quem planta colhe’. E que não cometa outro erro: o de recorrer à ‘República de Franco da Rocha’.

A zona…

Ano vai, ano vem, prefeito sai, prefeito entra, e o sistema rotativo de estacionamento de veículos na cidade faz jus ao nome: ‘uma zona’. Ora funciona, ora não funciona, por vezes deixa a população emputecida, pois a bagunça é generalizada e o número de multas excessivo. Ou se leva a sério o sistema, com modernidade e fim das papeletas, ou que se ponha um fim nele. Em matéria de estacionamento rotativo, a ‘zona’ continua firme e forte.

O Carnaval…

Até onde se tem notícia, não haverá Carnaval de Rua este ano. A Prefeitura não tem numerário para tanto. A não ser que os blocos (os folguedos de Momo ficaram reduzidos a três ou quatro blocos) banquem do próprio bolso os desfiles.

Ser patrão…

Quem nesta vida não sonhou em deixar de ser empregado e virar patrão? Com certeza a maioria dos trabalhadores. Mas a coisa não é tão simples como pegar o Fundo de Garantia e abrir uma empresa. Informações obtidas junto à Prefeitura, em dezembro último, mostram que para cada quatro empresas abertas em Mairiporã, de janeiro a novembro do ano passado, pelo menos uma fechou ao longo desse período. O índice de insucesso das empresas mairiporanenses, em pouco mais de dez meses, foi 9,2% maior que o verificado em todo o ano de 2013. A sobrevivência das empresas, desse modo, está atrelada à capacidade de inovação, avaliam os economistas.

Rico e caro…

Em recente palestra a empresários e advogados, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, disse que “O Brasil ficou caro antes de ficar rico”. Certamente Alckmin não se apercebeu da inversão contida na frase, ou não quis jogar mais lenha na fogueira neste momento delicado que a classe política está vivenciando. Na verdade, o Brasil é rico, caros são seus governantes.

Na bunda…

Sem papas na língua, a socialite e modelo norte-americana Kim Kardashian, que apareceu nua na capa da revista “Paper”, não economizou nas palavras ao comentar a surpresa de alguns com sua nudez: “…E dizem que eu não tenho nenhum talento….Tente equilibrar uma taça de champanhe em sua bunda”.

A conta…

O jornal norte-americano New York Times, em fria análise, reconhece que a supremacia do sistema de corrupção montado nos últimos 12 anos no Brasil pelo lulopetismo é único. O caso Petrobras, com seus desdobramentos, é o maior de corrupção em país democrático na história do mundo moderno. As somas superam o PIB da maioria dos países.

O custo…

Enquanto as empresas de alimentação, em especial as de fast-food, faturam bilhões por ano, sem qualquer restrição, a população obesa tem um custo estratosférico, segundo estudo do Instituto Global McKinsey. As cifras chegam a US$ 2 trilhões, próxima do custo gerado pelo tabagismo ou o impacto combinado da violência armada, guerras e terrorismo. A coisa tá tão feia que o problema provoca impacto de 2,8 pontos percentuais no Produto Interno Bruto (PIB) global. Ou seja, ser gordo deixou de ser apenas um problema de saúde para se transformar em um grande desafio econômico e de negócios. São 2,1 bilhões de pessoas (30% da população mundial) com sobrepeso ou obesidade.

Coxinha$…

Comprar coxinha$ em aeroportos e rodoviárias em São Paulo é não ter dó do próprio bolso. No aeroporto de Congonhas, a coxinha não sai por menos de R$ 8,50. Mas isso ainda é pouco perto de um mi$to-quente, que no aeroporto de Guarulhos custa R$ 15,00. Isso é quase o dobro do preço médio praticado em bares, lanchonetes e padarias. A explicação é que o custo operacional do aeroporto é alto, o que reflete nos preços. Alguns dizem que a metade do faturamento é destinada ao pagamento de aluguel. A dica é comprar coxinha$ ou mi$to-quente naquele barzinho ‘pé sujo’ próximo à rodoviária. Quanto aos aeroportos, a dica é levar o lanche de casa.

 

A frase…

“Queria tirar a Cidadania (do nome da secretaria), ficar só com a Justiça. Cidadania é para homem de bem. Para vagabundo, é pau.” (Allber Virgolino, Secretário de Justiça e Cidadania do Rio Grande do Norte, dita ao jornalista Ilimar Franco, de O Globo)

 

*Gaiato é mentor espiritual e guru do jornal Correio Juquery

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