O Sistema Cantareira iniciou a segunda quinzena de julho operando em patamar preocupante, com seu volume útil consolidado abaixo da marca dos 40%. Segundo dados oficiais atualizados pelo Portal dos Mananciais da Sabesp, o índice do complexo estabilizou-se na casa dos 38,5%. A permanência nessa faixa mantém o manancial sob restrições automáticas de captação para preservar a segurança hídrica da Grande São Paulo durante o período de estiagem.
O recuo para menos de 40% ocorreu na virada do mês, fazendo com que a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) e a SP Águas enquadrassem o Cantareira na Faixa 3 (Alerta). Pela regra operativa vigente da Resolução Conjunta nº 925/2017, quando o volume útil fecha o mês anterior entre 30% e 40%, o limite de retirada de água por parte da Sabesp sofre redução obrigatória.
Com a mudança de faixa de operação, o teto máximo de captação permitido para a Sabesp caiu de 33 metros cúbicos por segundo (m³/s) para até 27 m³/s. Para mitigar os impactos da redução e evitar o desabastecimento na ponta do consumo, a companhia está autorizada a acionar um volume suplementar por meio da transposição de água da represa da Usina Hidrelétrica Jaguari, localizada na bacia do rio Paraíba do Sul. (Da Redação)