Livros, meninos e espelhos

Pois é meus amigos leitores: o segundo livro nasceu. Posso dizer que saiu do forno, pois já existe e há um boneco impresso. Ainda por revisar e dar aquele talento, mas lapidar um tesouro que já se enxerga é extremamente prazeroso.

A vida tem sido surpreendente comigo nos últimos dias. Falta muita coisa, mas aos poucos algumas gavetas começam a ser organizadas. Quanto ao livro, desta vez uma narrativa em primeira pessoa, inspirada no sucesso: “O Meu Pé de Laranja Lima”.

De primeiro momento, atrairá pela nostalgia da história do Zezé, que esteve na cabeceira de muito mairiporanense que conheceu o José Mauro de Vasconcelos aqui em nossa cidade. Em breve escreverei a respeito. Preciso atualizar a minha memória com uma boa conversa com uma maravilhosa professora.

Ocorre que minha história também é contada em primeira pessoa e por um menino. O garoto vai crescendo e amadurecendo à medida em que os capítulos se desenrolam. Com o tempo, as aprendizagens de momentos bons e ruins vão dando o tom do amadurecimento regado a bons valores da Mãe, além daquela pitada de ternura, pois sem ela, a vida não é lá grande coisa.

Recheado de referências na forma e no enredo, o título do livro não divulgarei aqui ainda, pois volúvel que ando, vai que decido alterar. Não pretendo, mas me darei ao atrevimento do mistério neste momento.

O menino tem família, pois vem da família a nossa base para sermos o que somos. Nele há muito de mim e muito de todos, afinal, fomos todos fomos crianças.

Penso que está deliciosamente leve e que vai oferecer prazer mesmo para essa geração que já nasceu com pouco hábito de bibliotecas e cheiro das folhas. Provavelmente será mais lido nos aparelhos eletrônicos, mas teremos a versão impressa, colorida e com um capricho de dar gosto em pessoa exigente. Falo do livro aqui por publicidade, mas também para encorajar. Inspirar coragem em quem também quer ser escritor.

Quando falo do meu livro, há sempre quem diga: “poxa, eu também gostaria de publicar um livro”. A vida acontece, basta se mexer um pouquinho. Parece simples, mas digo e repito isso diversas vezes todo início de semana. Não sei se a preguiça ou o medo são nossos piores inimigos. No meu caso, o medo tem vencido essa disputa, mas mesmo para o medo, tenho oferecido um pouco de audácia, que nada mais é que fé disfarçada.

Pobre de mim lutar sozinho, sem minhas crenças e devoções. Por falar em menino, me vi no espelho esses dias. O menino refletido tem os olhos mais fechados, mas são os mesmos de sempre. O mesmo nome, as mesmas mãos e a mesma pele. Meu orgulho de ser e de viver. Quando o filho volta para casa, aí sim podemos dormir e descansar, como diria o poeta. E é exatamente por isso que pus meus receios na gaveta e sai de casa sem eles disposto a encarar o que viesse. Até aqui, tudo certo! Não sei, caro leitor, o que te falta.

Se teu desejo for escrever um livro ou então conhecer algum lugar do mundo. Então comece! No caso do livro, uma folha e uma caneta já servem. No caso da viagem, a vontade sincera de partir, já é o início do que pode ser uma linda chegada, sem se esquecer que mais importante que o destino, terá sido saborear os passos do caminho.

 

Luís Alberto de Moraes – @luis.alb – Autor do livro “Costurando o Tempo – dos Caminhos que Passei”