IBGE ‘mata’ 10 mil mairiporanenses na divulgação do Censo 2022

RESULTADO APONTA MAIRIPORÃ COM 93.617 HABITANTES

A divulgação dos resultados oficiais do Censo Demográfico 2022, feita pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatístca) na manhã desta quarta-feira (28), mostra que 10 mil mairiporanense simplesmente desapareceram sem deixar rastro, considerando-se a estimativa populacional de julho de 2021. Se levada em conta a estimativa divulgada em dezembro do ano passado, a situação é ainda pior, com o sumiço de 20 mil moradores.
De acordo com o IBGE, Mairiporã tem 93.617 habitantes, uma queda de 9,7%, números que, a exemplo da maioria dos municípios, vão ser contestados na Justiça.
Mairiporã, em julho de 2021, de acordo com o mesmo IBGE, tinha 103.645 habitantes. Na estimativa do novo censo, divulgado em dezembro do ano passado, aparecia com 113.573. Do nada, sumiram 20 mil pessoas.
Nas outras cidades da região também sumiram moradores, exceção feita a Cajamar, que em 2021 contabilizava 79.034, e agora aparece com 92.689. Uma das explicações que o IBGE pode usar, é que todos os moradores que não aparecem nos outros quatro municípios, se mudaram para Cajamar.
Na estimativa de 2021, Caieiras tinha 104.044, e agora, 95.030; Franco da Rocha possuia 158.438 habitantes há dois anos, e hoje, 144.849 e Francisco Morato caiu de 179.372 para 165.139.
Bagunça – Não se pode omitir que o Censo 2022, desde o início, foi um amontoado de equívocos, a começar pelo adiamento de 2020 para 2021 e, depois, 2022. Nesse imbróglio, as dezenas de tentativas do IBGE em cooptar recenseadores para o trabalho de campo, o que nunca conseguiu. Depois, as inúmeras datas, nunca cumpridas, para divulgação do resultado final, o que ocorreu nesta quarta-feira.
A pergunta que não quer calar: quem foi o responsável por divulgar a estimativa populacional em 28 de dezembro? Era resultado de um trabalho sério ou mera especulação. No caso de Mairiporã, inimaginável despencar de 113 mil para 93 mil habitantes.
Os novos números vão impactar financeiramente as cidades, pois os repasses do Fundo de Participação dos Municípios (governo federal) e do ICMS (governo estadual), se baseiam exatamente no total de habitantes. Os municípios que perderam moradores vão ter diminuídos esses recursos. (Da Redação)