Governo libera abertura do comércio a partir de domingo

O governo de São Paulo alterou a quarentena e determinou a reabertura de parte do comércio a partir do domingo, 18, e uma outra parte no dia 24 de abril. No entanto, está mantida a fase vermelha em todo o Estado e classifica esta fase de ‘transição’ e separou em duas etapas: comercial e de serviços. Até então, as regras da fase vermelha não permitiam a abertura de serviços considerados não essenciais. O toque de recolher permanece das 20h às 5h.

Os shoppings e comércio de rua podem funcionar a partir do domingo, das 11h às 19h. Cultos religiosos podem voltar a partir do domingo. O setor de serviços, com restaurantes e salões de beleza, podem retomar as atividades presenciais no dia 24 de abril, com o mesmo horário, das 11h às 19h. Atividades culturais, como museus, seguem a mesma regra dos serviços. Academias retomam também no dia 24, mas em duas faixas de horário: das 7h às 11h, e das 15h às 19h. A capacidade de funcionamento de todos os setores é de 25%.

O movimento no sentido de menos restrições não muda as regras da educação. As aulas presenciais estão permitidas, com capacidade de 35%. O teletrabalho segue obrigatório para todas as atividades administrativas.

De acordo com o governo estadual, o que permite uma retomada de parte do comércio é a queda de 17% na média de novas internações de pacientes com a covid-19 na última semana em relação à semana anterior.  A taxa de ocupação de leitos de UTI, que chegou a ficar acima de 95% por quase um mês, diminuiu gradativamente e está em 85%. Outro dado positivo é que nos últimos dias há mais altas hospitalares que internações.

Apesar disso, boa parte do estado está com a ocupação de UTI acima de 90%. As regiões com menor valor são a Grande São Paulo, Piracicaba e a Baixada Santista – todas com 83%. Outros dados ainda preocupam e são olhados de perto pelos membros do Centro de Contingência da covid-19 do estado. Na última semana, foi registrada uma média diária de 16.453 novos casos confirmados, 5% a mais que na semana anterior. A média de mortes também aumentou – 13% – chegando a 808 registros a cada 24 horas. (Foto: M. Borges)