Explicações ao povo

De se lamentar a forma como o prefeito e a maioria dos vereadores se comportam em relação ao povo. Fazem o que bem entendem e se furtam a dar explicações. De novo, um novo projeto cuja aprovação se articula entre os vereaadores que apoiam o prefeito, para tomar emprestado mais R$ 5 milhões junto à Caixa Federal. Vão deixar para os cidadãos de Mairiporã pagar R$ 20 milhões e, em conta ainda não fechada, mais R$ 12 milhões com juros.
Dinheiro público requer atenção e cuidado. Prefeito e vereadores tem a obrigação moral e legal de informar, de dar explicações sobre a forma como o dinheiro será emprestado, e em que será utilizado. Nunca é demais lembrar que a captação desse tipo de dinheiro acaerreta bônus e o ônus. E mais, saber que tal montante não lhe pertence e utilizá-lo em atividades previamente determinadas, sem desvios de rota, gastos indevidos ou nebulosos.
A prestação de contas é, ou deveria ser, a preocupação maior. Se recebeu, é imperioso que exiba documentação que comprove o que pagou, quanto pagou e a quem pagou. Quem não age com clareza precisa ter a convicção de que cedo ou tarde terá que se explicar. Que o diga o prefeito Aiacyda, às voltas com o processo da merenda escolar, doze anos depois.
Sob nenhum argumento pode se repetir agora o que se viu quando a Câmara aprovou, na calada da noite como dizem alguns vereadores, o empréstimo de R$ 10 milhões, no início do ano, sem qualquer explicação, sem saber em que condições isso seria feito e o quanto se pagaria mais adiante. Ainda de forma oficiosa, sabe-se que só com os juros serão mais R$ 6 milhões.
O atual governo precisa por fim à nebulosidade vista com frequência em inúeras questões que envolvem o Executivo. O povo tá cansado dos políticos, dos mesmos políticos de Mairiporã, e não pretende pagar essa dívida que será deixada para o próximo prefeito.
Aiacyda e o seu “Grupo dos 9” precisam vir a público dar satisfação ao povo.

Posts similares

  • Gastos serão menores?  

     Um dos ingredientes mais controversos da política partidária brasileira é o denominado fundo eleitoral, que sustenta as agremiações e seus integrantes com o dinheiro do povo. E que dinheiro, é bom destacar. São R$ 5 bilhões, para bancar a existência dessas siglas e o financiamento das campanhas eleitorais. Muito diferente do que disse Gleisi Hoffmann,…

  • O rei está nu

    Um conto do escritor dinamarquês Hans Christian Andersen (1805 – 1875) relata a história de um rei muito severo e vaidoso; não admitia ser contrariado. Certo dia apareceu um homem se dizendo alfaiate, na verdade um charlatão, e se ofereceu para fazer a roupa mais bonita que qualquer monarca, em todo o mundo, jamais havia…

  • Nomes no tabuleiro

    O Tribunal Superior Eleitoral e o Congresso ainda não definiram a data das eleições municipais. Mas é certo que a escolha de prefeitos e vereadores será em 2020. O mais provável, diante das informações veiculadas nos últimos dias, é que seja em novembro (e onde tiver segundo turno, em dezembro). Vai ser a mais atípica…

  • Novo ciclo

    O prefeito reeleito, Aladim, inicia em janeiro do próximo ano um novo ciclo de governança. Com base no seu desempenho no primeiro mandato, que além de profícuo foi exitoso, reconhecido maciçamente nas urnas, é de se esperar que com sua personalidade, retidão de caráter, estilo de governar, modo de fazer política partidária, pública e administrativa,…

  • Populismo tem alto custo

    Aiacyda nem se lembra do que prometeu durante a campanha eleitoral. Uma vez eleito e empossado, segue um receituário muito manjado do qual lançam mão quase todos os seus colegas políticos: memória fraca e estômago forte. Este 2017 que chega ao fim é o 9º ano de Aiacyda como prefeito da cidade e em nada…

  • Balcão de negócios

    O jogo que sempre se jogou na política brasileira foi o da distribuição de cargos para aliados políticos, sejam eles competentes ou não para o serviço a que são indicados. É uma partilha que, acima de qualquer outra consideração, visa a consolidar alianças para manter no poder o grupo político de ocasião, seja ele qual…