O período de estiagem de 2026 está se iniciando com os mananciais de São Paulo em níveis preocupantes, longe do ideal para atravessar os meses mais secos com segurança. Em meados de abril de 2026, o Sistema Cantareira encerrou o verão operando com cerca de 44% de sua capacidade útil, um nível inferior ao registrado no mesmo período de 2025 (próximo a 58%).
O recomendável, ou seja, dentro da faixa de segurança hídrica, estabelecido pela ANA (Agência Nacional de Águas), é de 60% de água armazenada.
Cenário – A recuperação observada no final do verão de 2026 foi insuficiente, ainda que o período chuvoso tenha sido intenso, deixando o sistema vulnerável para a estação seca.
Dados de abril deste ano apontam que o volume acumulado é um dos mais baixos para início de estiagem nos últimos 10 anos, comparável apenas ao cenário anterior à crise hídrica de 2014-2015.
Ontem, conforme divulgação diária feita pela Sabesp, o Sistema Cantareira, que abastece cerca de 9 milhões de pessoas na capital paulista e Grande SP, registrava 43,7% de sua capacidade total, com 428,79 milhões de metros cúbicos. No ano passado, em igual período, eram 58,5% e 574,87 milhões de metros cúbicos.
Monitoramento – O governo de São Paulo adotou um novo monitoramento com 7 faixas de atuação para gerir a escassez, dada a tendência de vazão de retirada ser maior que a natural.
Especialistas alertam para a possibilidade de novas restrições e redução de pressão no abastecimento, especialmente em áreas altas, e recomendam monitoramento rigoroso.
Diante da estiagem, a economia de água é fundamental, incluindo a verificação de vazamentos, uso consciente em torneiras, chuveiros e caixas d’água. As autoridades e empresas focam na revitalização de áreas naturais e melhoria na infraestrutura para aumentar a resiliência hídrica. (Lúcia Helena/CJ – Foto: Rovena Rosa/ABR)