Em breve

Será que o ano já começou? Para muitos pode até ser que sim, mas para mim, aparentemente, não. Aulas, trabalho, rotina, é claro que todos já voltaram à normalidade. Mas a série de eventos acontecidos até agora impede aquele sentimento de que as coisas estão andando e vêm à tona. Entre carnavais e pandemias, onde se encaixam, nesses primeiros meses, aquelas promessas de dieta, de projetos novos, de mudanças de pensamentos e modos de agir?

Quando somos confrontados com grandes mudanças é que damos valor aos sentimentos corriqueiros que sempre deixamos passar.

Mesmo que os projetos não sejam levados adiante, é bom sentir que eles existem e que têm capacidade de avançar. Alguns o fazem, outros não. Mas o estado de suspensão parece os afastar. Sobra o vácuo. A incerteza pode tirar o chão mais do que qualquer outra coisa. Até mais que a ansiedade e o medo, às vezes.

Mas não é porque o ano não começou ainda que não vai começar. É aquilo que muitos podem chamar de fé ou de esperança e que representa aquela vontade de acreditar que vai dar certo, que vai passar.

Que o Révellion vai chegar e os novos sonhos e projetos vão, finalmente, ser colocados em prática. Feliz ano novo, em breve.

 

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