Coluna do correio
COLUNA DO CORREIO
FRASE
“Leis são como teias de aranha: boas para capturar mosquitos, mas insetos maiores rompem sua trama e escapam.” (Sólon, legislador ateniense)
MENOR (I)
Pela primeira vez na história das eleições no município, o número de eleitores que deixaram de votar no primeiro turno foi menor no segundo. Foi o que se viu no último domingo (25). No turno inicial, para presidente da República, 14.531 votantes ignoraram as urnas. No segundo, esse montante recuou para 13.148, ou seja, 1.383 faltosos no dia 4 resolveram votar no dia 25. Ainda assim, na comparação com a média dos demais municípios da região, o comparecimento ficou abaixo.
MENOR (II)
Em se tratando dos dois candidatos, Flávio Bolsonaro (PL) só cresceu 1,39% nos votos obtidos no segundo turno, percentual muito longe do obtido por seu oponente, Lula (PT), que registrou aumento de 7,74%.
EM JANEIRO (I)
São cada vez mais fortes os rumores no Palácio Tibiriçá sobre mudanças significativas, em janeiro, nos primeiro e segundo escalões do governo Aladim. O assunto tem sido tratado de forma restrita pelo núcleo do governo, mas alterações têm dominado as conversas, inclusive com nomes ventilados. Ainda de acordo com as fontes, esse processo tem a ver com as eleições deste ano e a forma como o prefeito vai encaminhar a sua vida política depois de encerrado o mandato. Algumas dessas fontes, afeitas a termos menos usuais, são enfáticas: “muita gente vai levar um pé no traseiro”.
EM JANEIRO (II)
A composição da Câmara de Vereadores também estaria incluída no pacote. Isso significa que alguns edis podem vir a formar no novo secretariado, enquanto outros serão, definitivamente, defenestrados. Como já dito em várias oportunidades, 2027 vai marcar o início da consolidação dos grupos da situação e oposição. Como a função de vereador depende quase que exclusivamente da ‘caneta’ do Executivo, visando a reeleição em 2028, resta saber se os senhores edis vão jogar com a sorte, nas urnas, ou tomar, em janeiro próximo, aquela dose recomendada de juízo, se pretendem continuar na vida pública.
PROTAGONISMO
A sucessão de Aladim também é um fato que vai ganhar protagonismo no cenário político local. As especulações sobre nomes para sucedê-lo cresce nos círculos políticos, porém muitos deles não reúnem condições (cacifes político e financeiro) de entrar numa disputa eleitoral majoritária.
EM DEZEMBRO
A disputa pela presidência da Câmara pode ficar restrita a um só nome, segundo conversas de bastidores. A dúvida, neste momento, é se o prefeito Aladim vai ou não interferir no processo. A votação para escolha do novo presidente deverá ocorrer na última sessão legislativa do ano, prevista para o dia 15 de dezembro.
SÓ VAPT
Se a sessão legislativa da semana passada foi na base do Vapt-Vupt, a desta semana, na terça-feira (27), só foi Vapt. Não deu tempo do Vupt. Sem Ordem do Dia e um expediente com 95% de indicações, a sessão terminou batendo todos os recordes no tempo de duração. Fica o registro.
TARCÍSIO
Se o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) torceu ou não pela vitória do presidenciável Flávio Bolsonaro (PL), é questão de foro íntimo (dele). Por outro lado, deve ter respirado com alívio, pois sem os Bolsonaro sua candidatura ao Palácio do Planalto, em 2030, se tornou menos traumática.
A CONTA
Representantes do empresariado e do setor produtivo intensificaram as cobranças ao governo de Lula por maior equilíbrio fiscal e pela redução das taxas de juros. As entidades demandam controle rigoroso dos gastos públicos e medidas efetivas para atenuar o custo de produção no país. A conta da farra com o dinheiro público durante o terceiro mandato do petista vai ser cobrada logo nos primeiros dias de 2027.
MAIS DO MESMO
Mais uma edição da Black Friday, que virou tradição no Brasil, com os consumidores programando as contas para aproveitar os descontos durante o mês de novembro, vem aí. Com ela, as mesmas recomendações de sempre, sobre preços e promoções enganosas e o risco de receber gato por lebre. Só que, a exemplo de edições anteriores, muitas edições, é bom que se frise, ninguém vai tomar cuidado e aquela enxurrada de reclamações e queixas no Procon, vão se avolumar. O consumidor, pelo menos boa parte dele, ou gosta de viver perigosamente, ou a idiotice é maior do que se imagina.