Coluna do Correio

FRASE

“A corrupção escondida vale tanto como a pública: a diferença é que não fede.” (Machado de Assis, maior escritor da língua portuguesa)

MENOR COLÉGIO (I)

Dados recentes do Tribunal Superior Eleitoral, com base na última atualização, em 1º de julho último, revelam que Mairiporã tem o menor colégio eleitoral dentre os municípios que compõem a região do Cimbaju. Segundo os dados, a cidade contabiliza pouco mais de 65 mil eleitores, distante das 70.106 pessoas aptas a votar de Cajamar, a quarta colocada. Francisco Morato segue na liderança, com mais de 126 mil eleitores.

MENOR COLÉGIO (II)

As mulheres seguem com maioria em Mairiporã, com 52% do total. A faixa etária dos 40 aos 44 anos de idade concentra o maior número de eleitores, assim como aqueles que possuem o ensino médio completo. Em relação ao estado civil, os solteiros são a maioria.

OS NOMES

O prefeito Aladim ainda não revelou, oficialmente, quais os nomes dos deputados (estaduais e federais) vai ter o seu apoio nas eleições. O assunto tem sido conversado diariamente no Palácio Tibiriçá, porém qualquer anúncio público só ocorrerá depois do dia 20 deste mês. Internamente, já se sabe quais são esses candidatos, mas a ordem é esperar pelo sinal verde do prefeito. Aparentemente, fala-se em quatro nomes principais para a Assembleia Legislativa do Estado, e outros dois para a Câmara Federal.

DATA

À boca pequena, o que se comenta é que o chefe do Executivo não quer atropelar as etapas da eleição, daí a espera pelo início das convenções partidárias, que vão confirmar os que se submeterão às urnas em outubro.

NAS REDES

Faltando menos de três meses das eleições, não se vê nenhum movimento eleitoral nas ruas e avenidas. O clima pré-eleitoral, no entanto, está nas redes sociais. Porém aquela estratégia de visitar o eleitor em seu domicílio, segue em prática. Mairiporã ainda não tem, oficialmente, candidatos a deputado (estadual e federal) nativos. Isso deve ser revelado após o dia 20 deste mês, quando começam as convenções para escolha de candidatos. De qualquer modo, candidatos locais sabem que as chances de vitória são nenhuma.

VITRINE

Essa história de candidatos aqui da cidade se repete há vários anos e o objetivo é um só: medir a receptividade do eleitor e avaliar o potencial para a disputa de prefeito e vereador em 2028. Trocando em miúdos: enganam o eleitor, desviam o voto que poderia ajudar e eleger aqueles que têm compromisso com Mairiporã e transferiram milhões de reais em recursos nos últimos anos. O que se pode concluir é que a democracia também permite situações fake em eleições proporcionais.

ANÁLISE

Inúmeros analistas políticos, durante conversa sobre o cenário local, foram quase unânimes: mais da metade dos vereadores não será reeleita em 2028. Ou seja, vai perder a boquinha conquistada em 2024. De todo modo, essa análise segue tendência observada nos últimos três pleitos. O problema para quem não consegue a reeleição, é um só: buscar emprego no concorrido mercado de trabalho.

LEMBRETE

Para os mais desatentos e menos avisados, um pequeno lembrete: não há sessões legislativas no município este mês. Suas excelências gozam do período de recesso, que no linguajar dos mortais significa férias. Volta ao batente, só em agosto.

PARA POBRE

A cada dia uma nova descoberta de corrupção nos altos escalões da República. O que se quer saber, no entanto, é se mais alguém, fora o Vorcaro e o seu entorno, foi preso. Os escândalos se sucedem, envolvendo figuras dos três poderes, metidos em falcatruas, desvio de dinheiro público, corrupção desenfreada, conchavos milionários e o dinheiro público direto para o bolso desses espertalhões. Só perguntando: quando essa gente vai para trás das grades? A resposta é simples: cadeia, no Brasil, só para pobre.