Café da manhã ficou 32% mais caro no primeiro semestre

NOS seis primeiros meses do ano o café da manhã do consumidor brasileiro ficou mais caro, segundo o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPC-A). Alguns alimentos da primeira refeição do dia sofreram altas de 40% nos pães e derivados de trigo, e 70% no leite e outros laticínios. Apenas o café registrou queda de 1,20%.
De acordo com os dados, o café da manhã, em média, ficou 32,5% mais caro no primeiro semestre. Dentre os motivos determinantes estão a greve dos caminhoneiros e a longa estiagem. A pesquisa revela que a união desses fatores fez com que os produtos ficassem escassos, e a falta de chuva refletiu na produção leiteira. Houve até descarte de laticínios devido à greve do transporte.
O preço do leite praticado que era de R$ 2,19 em janeiro, subiu para até R$ 3,89 no mês passado. O trigo também foi o vilão da história, com a tonelada do grão 57,6% mais cara nos últimos seis meses. O trigo é calculado com base no dólar. Alguns produtos de panificação chegaram a subir até 40,5%.
Em levantamento feito pela reportagem, proprietários de padarias disseram que os aumentos se aplicam apenas aos alimentos industrializados e não a produtos fabricados artesanalmente, como o pão francês, bolos e pão de queijo. Disseram mais, que o aumento do trigo ainda não foi repassado ao consumidor final, e caso haja reajuste, será apenas nos próximos meses.