A demagogia da mobilidade urbana

Uma vez mais pegando carona em discurso do vereador Doriedson Freitas, que na semana passada se mostrou no mínimo indignado por não saber nada sobre o desenvolvimento de um novo plano de mobilidade urbana para a cidade, sentimos necessidade de voltar ao tema, já debatido em outras oportunidades.
Se de fato há um novo estudo encomendado, a primeira questão a ser respondida pelo prefeito é se realmente se trata um estudo contratado junto a alguma empresa especializada em engenharia de tráfego, ou se o projeto é aquele que foi encomendado e pago pela gestão de Márcio Pampuri e que agora estaria sendo retomado.
A pergunta é pertinente, pois os prefeitos da cidade são useiros e vezeiros em usar o dinheiro do povo em contratações de projetos que, em sua maioria, acabam engavetados. Exemplos são os próprios planos de mobilidade e os de cargos e salários que os servidores municipais esperam há pelo menos 30 anos. Também é importante saber se curiosos e amadores que há mais de vinte anos são nomeados para a pasta do trânsito, estão metidos nesse processo, ou seja, gente que não é do ramo dando palpite sem noção alguma do que venha a ser não apenas e simplesmente mobilidade urbana, mas como tratar do assunto com conhecimento de causa.
A questão do trânsito na cidade é um cenário considerado preocupante por especialistas, pois a falta de um projeto elaborado por engenheiros de tráfego penaliza a população e agrava aquilo que já está deteriorado há bom tempo. Embora pareça simples, a cidade necessita de respostas para uma equação que pede resposta e desemboca em muitas outras: poucas e estreitas vias x aumento da frota de veículos. Mairiporã tem mais de 50 mil unidades automotoras para meia-dúzia de ruas que ligam os dois extremos da cidade, isto é, as rodovias Fernão Dias e Luiz Salomão Chamma, esta última o único caminho para se chegar ao rodoanel.
O governo Aiacyda não explica nada, informa menos ainda e faz questão de manter tudo no mais absoluto segredo. O resultado, na maioria das vezes, é uma verdadeira caixa de pandora.

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