Educação e Saúde terão R$ 285,4 milhões no orçamento de 2027
A Secretaria da Educação terá orçamento de R$ 159,4 milhões em 2027, o equivalente a quase um quarto dos recursos previstos para Mairiporã no próximo ano. A maior parte dos recursos será destinada ao pagamento de pessoal e à manutenção dos serviços. O planejamento também inclui a reforma de unidades escolares, o transporte de estudantes, a compra de material escolar e programas suplementares de desenvolvimento do ensino.
Em relação ao orçamento vigente, de R$ 153,3 milhões, o aumento dos recursos destinados à Educação será de aproximadamente 4%.
Saúde – A Secretaria da Saúde contará com R$ 126 milhões para investimentos na Atenção Básica e na Estratégia Saúde da Família, incluindo a ampliação de postos, equipes de saúde e cobertura vacinal.
Os recursos também serão destinados à manutenção da rede de atendimento, ao custeio das unidades, à aquisição de medicamentos e insumos e às ações de vigilância em saúde, como o controle de endemias e as vigilâncias epidemiológica e sanitária.
Na comparação com o orçamento vigente, de R$ 123,5 milhões, o acréscimo destinado à Pasta será de aproximadamente 2%.
Juntas, as duas secretarias concentrarão R$ 285,4 milhões, o equivalente a cerca de 42,1% do orçamento global de R$ 677,4 milhões previsto para o município em 2027. A legislação estabelece percentuais mínimos de aplicação de recursos públicos em Educação e Saúde, calculados sobre bases de receita específicas.
Os valores constam do projeto da Lei Orçamentária Anual (LOA) para o próximo exercício fiscal, que está na Câmara Municipal para discussão e votação. O prazo para apreciação em plenário vai até 15 de dezembro, antes do início do recesso parlamentar. Em datas ainda a serem definidas, o Legislativo deverá realizar duas audiências públicas para discutir a proposta com a sociedade.
Importância – Educação e Saúde concentram parcela expressiva do orçamento municipal, o que reforça a importância dessas duas áreas na prestação dos serviços públicos.
Entretanto, o volume de recursos previsto, por si só, não garante a melhoria do atendimento. A efetividade dos investimentos dependerá da execução orçamentária, da qualidade dos gastos e da capacidade da administração de transformar os valores destinados às duas secretarias em serviços melhores e mais acessíveis à população. (Wagner Azevedo/CJ –