Julho registra recorde de demissões e emprego formal despenca em Mairiporã
Julho foi marcado por forte retração no mercado de trabalho formal de Mairiporã. Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) mostram que o município registrou 623 admissões e 830 demissões, resultando em um saldo negativo de 207 postos de trabalho no mês.
O resultado de julho interrompe a sequência positiva registrada no primeiro semestre e representa o pior desempenho mensal do mercado formal de trabalho no período.
Entre os setores da economia local, apenas a Indústria de Transformação apresentou saldo positivo, com a abertura de 41 postos de trabalho, resultado de 226 contratações e 185 desligamentos.
O Comércio foi o setor que mais perdeu vagas em julho. Foram 179 admissões contra 369 demissões, levando a um saldo negativo de 190 postos de trabalho. Na sequência aparecem Serviços e Construção Civil, ambos com saldo negativo de 29 vagas. Em Serviços, foram 187 contratações e 216 desligamentos, enquanto a Construção Civil registrou 30 admissões e 59 demissões.
Na Agropecuária, houve equilíbrio: um trabalhador foi contratado e outro desligado, resultando em saldo zero.
Estoque – Considerando o estoque de trabalhadores com carteira assinada ao final de julho, Serviços permanece como o maior empregador formal do município, com 5.881 trabalhadores, seguido pela Indústria, com 5.060, e pelo Comércio, com 4.116. A Construção Civil emprega 440 trabalhadores e a Agropecuária, 33.
Sete meses – O resultado de julho também alterou significativamente o desempenho acumulado do ano. Entre janeiro e junho, Mairiporã apresentava saldo positivo de 26 postos de trabalho. Com as 207 vagas fechadas em julho, o acumulado dos sete primeiros meses de 2026 passou a registrar saldo negativo de 181 postos.
O desempenho de julho acende um sinal de alerta para o mercado de trabalho formal do município. Depois de encerrar o primeiro semestre com pequena geração líquida de empregos, Mairiporã chegou ao fim de julho com 181 postos de trabalho a menos no acumulado do ano. O dado mostra que a perda de vagas, especialmente no Comércio, foi suficiente para transformar o resultado positivo do primeiro semestre em um cenário de retração no emprego formal. (Wagner Azevedo/CJ – Foto: O setor do Comércio é o que mais demitiu em Mairiporã em 2026/Fernando Frazão/ABR)