9 mil empregos em Mairiporã podem mudar com o fim da escala 6 x 1

Se for aprovado pelo Congresso Nacional, o projeto que prevê o fim da escala 6 x 1 poderá provocar mudanças no mercado de trabalho de Mairiporã, principalmente nos setores da Indústria e do Comércio, dois dos principais empregadores formais do município.

Juntos, os dois setores reúnem 9.176 trabalhadores com carteira assinada, segundo dados referentes ao mês de julho. São 5.060 empregos formais na Indústria e 4.116 no Comércio, de acordo com o Novo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados).

Esse número, no entanto, não significa que todos esses trabalhadores estejam atualmente submetidos à jornada de seis dias de trabalho por um de descanso.

Consultado pela reportagem, o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) informou que não possui um número consolidado de trabalhadores que cumprem atualmente a escala 6 x 1. Sem esse dado, portanto, não é possível determinar quantos trabalhadores de Mairiporã teriam sua rotina alterada caso a proposta seja aprovada.

Os números da Indústria e do Comércio, porém, ajudam a dimensionar o potencial impacto da discussão em uma cidade que possui forte presença de estabelecimentos comerciais, supermercados, bares, restaurantes, além de empresas e fábricas ligadas ao setor industrial.

Além da mudança na rotina dos trabalhadores, o fim da escala 6 x 1 poderá exigir das empresas uma reorganização das jornadas, dos turnos e das equipes para manter o funcionamento das atividades. O impacto, portanto, dependerá tanto da forma como a nova legislação for aprovada quanto das regras de transição e das características de cada atividade.

Em Mairiporã, onde Indústria e Comércio concentram 9.176 empregos formais, qualquer alteração na jornada poderá ter reflexos importantes sobre o mercado de trabalho. O número não representa, necessariamente, a quantidade de trabalhadores atingidos, mas mostra o tamanho do universo econômico que poderá ser afetado.

A discussão sobre o fim da escala 6 x 1, portanto, não é apenas uma questão de jornada: para a cidade, também envolve emprego, custos empresariais, funcionamento do comércio e a própria organização da atividade econômica. (Salvador José/CJ – Foto: Pixabay)

 

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